Crise Refugiados

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Relatório do Alto-Comissariado da ONU revela que 68,5 milhões de pessoas foram obrigadas a fugir

20 Junho, 2018
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Relatório do Alto-Comissariado da ONU revela que 68,5 milhões de pessoas foram obrigadas a fugir

Nunca houve tanta gente a cruzar fronteiras à procura de refúgio e proteção. O número de pessoas que foram forçadas a abandonar as suas casas devido à guerra, violência ou perseguição atingiu um valor recorde com 68,5 milhões de pessoas deslocadas à força em todo o mundo.
Refugiado é alguém que é obrigado a deslocar-se, a atravessar fronteiras, a arriscar a vida e, por fim, a pedir esmola pela sua própria cidadania
Relatório do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados revela que o número de deslocados cresceu pelo quinto ano consecutivo. Nunca houve tanta gente a cruzar fronteiras à procura de refúgio e proteção.
O número de pessoas que foram forçadas a abandonar as suas casas devido à guerra, violência ou perseguição atingiu um valor recorde com 68,5 milhões de pessoas deslocadas à força em todo o mundo.
O "Relatório Mundial sobre Tendências em Deslocamento Forçado" da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) revela que das 68,5 milhões de pessoas deslocadas à força no mundo, 25,4 milhões são refugiados, 40 milhões são deslocados internos e 3,1 milhões de requerentes de asilo O ACNUR contabiliza uma média de 44.400 novos/as deslocados/as todos os dias.
Tal como em anos anteriores, a Síria surge como o país com mais deslocamentos forçados, com 12,6 milhões no final de 2017, dos quais 6,3 milhões eram refugiados/as, 146.700 requerentes de asilo e 6,2 milhões de pessoas deslocadas internamente.
O aumento sem precedentes do número de pessoas à procura de proteção internacional constituiu um importante teste e desafio a novas formas de cooperação internacional e na instauração de um sistema de asilo baseado na solidariedade e na partilha equitativa de responsabilidades.

 

A crise migratória e dos refugiados não se trata de uma emergência temporária, mas sim um fenómeno estrutural e complexo que exige a cooperação e solidariedade de todos os povos.

São 68,5 milhões de vidas, 68,5 milhões de histórias diferentes, um passado comum: milhões de pessoas obrigadas a deslocar-se, a atravessar fronteiras, a arriscar a sua própria vida para fugir da guerra e da pobreza.

A nível da União Europeia urge enfrentar o problema mais urgente: salvar vidas no mar.

Só este ano, mais de 40 mil pessoas fizeram a travessia do mar Mediterrâneo. Estima-se que, pelo menos 845 pessoas perderam a vida ao tentar chegar à Europa através do Mediterrâneo.
O avanço do populismo e de movimentos anti-imigração tem conduzido ao deterioramento crescente do projeto europeu e potencia a ideia da ameaça das fronteiras europeias.
A incapacidade de antecipar o desafio previsível face ao aumento do número de refugiados e migrantes gerados pela guerra na Síria e no Iraque, soma-se a cresce divergência e conflitos dentro da União Europeia em matéria de acolhimento e integração originada pelos movimentos xenófobos, nacionalistas e populistas.
Estes movimentos exploram a fragilidade e fomentam reações adversas em relação aos refugiados/as e migrantes na opinião pública.
Alimentando o sentimento anti-imigração face a uma crise humanitária sem precedentes, contra vítimas já por si vulneráveis pelas condições que levaram a fugir da guerra, da violência e da carestia.
Os refugiados são o rosto da violação sistemática dos direitos humanos, e da dignidade do ser humano, que começa no seu país de origem, e que se estende muitas vezes nos países de acolhimento onde são construídos muros e erguidas fronteiras.
Milhões de pessoas que são forçadas a deixar o seu país, que arriscam as suas vidas, fugindo da guerra, da fome, da misérias e do terror. Muitos só conhecem uma condição: nascer e ser refugiado/a.
Susana Pereira
Fundadora da Associação ACEGIS

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Aylan Kurdi: dois anos depois continuamos a ignorar os factos

1 Setembro, 2017
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Aylan Kurdi: dois anos depois continuamos a ignorar os factos

Passaram dois anos desde que Aylan Kurdi, o menino sírio de três anos perdeu a vida na travessia do Mediterrâneo.
Dois anos depois continuamos a ignorar os factos. Desde o dia 2 de setembro de 2015, pelo menos 8 500 refugiados e imigrantes morreram ou desapareceram ao tentar atravessar o mesmo mar. 
Só este ano, pelo menos 2 421 pessoas morreram no mar Mediterrâneo ao tentar chegar à Europa.

“Não basta que o mundo fique chocado com as imagens que tem visto nas últimas semanas. O choque deve dar lugar à acção.”
Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF

Passaram dois anos desde que Aylan, um menino sírio de três anos, foi encontrado afogado numa praia turca. A imagem foi partilhada até à exaustão.
Apesar das palavras, da indignação, do choque e das promessas, milhares de pessoas e crianças continuam a morrer no mesmo mar.

Só este ano, pelo menos 2 421 pessoas morreram no mar Mediterrâneo ao tentar chegar à Europa.

A crise dos refugiados em números
Desde o dia 2 de setembro de 2015, data em que Aylan foi encontrado afogado em uma praia turca, pelo menos 8 500 refugiados e imigrantes morreram ou desapareceram ao tentar atravessar o mesmo mar.
.
A Europa enfrenta uma crise sem precedentes. Dois anos depois da morte de Aylan Kurdi continuamos a ignorar os factos.
Em 2016, 362 753 pessoas chegaram à Europa através do mar Mediterrâneo, mais de 5 mil perderam a vida.
Este ano, e só nos primeiros 6 meses, 123 950 pessoas fizeram a travessia do mar Mediterrâneo. Estima-se que, pelo menos 2 421 pessoas perderam a vida ao tentar chegar à Europa através do Mediterrâneo.
.Hoje, voltamos a lembrar as palavras de Abdullah Kurdi, pai de Aylan Kurdi, em entrevista à BBC:
“Os políticos afirmaram: Nunca mais. Todos queriam fazer algo depois da foto que comoveu todo o mundo. Mas o que acontece agora? As mortes continuam e ninguém faz nada”.

Indicadores Estatísticos Oficiais – Via UNHCR 
Chegadas por mar em 2017: 123.950 
Mortos e desaparecidos em 2017 (estimativa): 2.421
Anos anteriores 2016 2015 2014
Chegadas por mar 362.753 1.015.078 216.054
Mortos e desaparecidos 5.096 3.771 3.538
(Última atualização 31 de agosto de 2017)
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Número de refugiados atinge recorde de 65,6 milhões, segundo a ONU

20 Junho, 2017
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Artigo Associação ACEGIS

Número de refugiados atinge recorde de 65,6 milhões, segundo a ONU

Nunca houve tanta gente a cruzar fronteiras à procura de refúgio e proteção. O número de pessoas que foram forçadas a abandonar as suas casas devido à guerra, violência ou perseguição atingiu um valor recorde em 2016, com 65,6 milhões de deslocados internos e refugiados.
Em todo o mundo, 1 em cada 113 pessoas está deslocada, refugiada ou pediu asilo, uma população maior que o Reino Unido.

20 junho – Dia Mundial do Refugiado
Em 2016, 65,6 milhões de pessoas foram deslocadas à força, mais 300 mil do que em 2015.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima um recorde de 65,6 milhões de deslocados em todo o mundo em 2016, conforme o relatório Tendências Globais, divulgado nesta segunda-feira.
Este número significa que 300 mil pessoas a mais foram obrigadas a fugir de suas casas, quando o dado é comparado aos registros do final de 2015, e mais de seis milhões em relação ao ano de 2014.
Em todo o mundo, 1 em cada 113 pessoas está deslocada, refugiada ou pediu asilo, uma população maior que o Reino Unido, o 21º país mais populoso do mundo.
A Síria continua a ser o país com mais deslocados do mundo, com 12 milhões de pessoas (quase dois terços da população) que ou estão deslocadas dentro do país (6,3 milhões), ou foram forçadas a fugir e são hoje refugiados (5,5 milhões).

 

Nunca houve tanta gente a cruzar fronteiras à procura de refúgio e proteção.
O número de pessoas que foram forçadas a abandonar as suas casas devido à guerra, violência ou perseguição atingiu um valor recorde em 2016, com 65,6 milhões de deslocados internos e refugiados.
São 65,6 milhões de vidas, 65,6 milhões de histórias diferentes, um passado comum: milhões de pessoas obrigadas a deslocar-se, a atravessar fronteiras, a arriscar a sua própria vida para fugir da guerra e da pobreza.
A crise dos refugiados é uma questão social, económica e política que afeta toda a humanidade, e não são apenas números, são vidas humanas!
Não podemos esquecer que estamos a falar de seres humanos, pessoas cuja dignidade deve ser respeitada e protegida.
Os refugiados são o rosto da violação sistemática dos direitos humanos, e da dignidade do ser humano, que começa no seu país de origem, e que se estende muitas vezes nos países de acolhimento onde são construídos muros e erguidas fronteiras.
Milhões de pessoas que são forçadas a deixar o seu país, que arriscam as suas vidas, fugindo da guerra, da fome, da misérias e do terror. Muitos só conhecem uma condição: nascer e ser refugiado.

 


Refugiado é alguém que é obrigado a deslocar-se, a atravessar fronteiras, a arriscar a vida e, por fim, a pedir esmola pela sua própria cidadania.
A crise agrava-se. A resposta tarda. Constroem-se muros.
por Susana Pereira

 

 

 

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Aylan Kurdi: um ano depois

2 Setembro, 2016
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Aylan Kurdi: um ano depois

Há um ano esta imagem correu o mundo. Aylan Kurdi, o menino sírio de três anos que perdeu a vida na travessia do mediterrâneo. 
Um ano depois nada mudou. 2016 poderá mesmo ser o ano com mais mortes no Mediterrâneo.
“Não basta que o mundo fique chocado com as imagens que tem visto nas últimas semanas. O choque deve dar lugar à acção.”
Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF
Aylan Kurdi_ACEGIS

Passou um ano desde que a imagem de um menino de três anos curdo-sírio afogado numa praia foi partilhada até à exaustão.
Apesar das palavras de pesar, de indignação, do choque e das promessas, milhares de pessoas e crianças continuam a morrer no mesmo mar.

Mediterrâneo mortal. Morreram mais de 10 mil pessoas desde 2014
Mais de 10 mil pessoas morreram desde 2014 ao tentar atravessar o Mediterrâneo para chegar ao continente europeu, anunciou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). 
No último ano o número de refugiados que fogem das zonas de conflito no Médio Oriente e em África não parou de aumentar. Muitos/as encontram a morte no Mediterrâneo.
Só este ano, pelo menos 3.171 pessoas morreram no mar Mediterrâneo ao tentar chegar à Europa.
Este é já o terceiro ano consecutivo em que o número de vítimas mortais ultrapassa as 3 mil. No entanto, nunca esse número tinha alcançado nos primeiros oito meses do ano.
Em entrevista à BBC, Abdullah Kurdi, que perdeu os dois filhos e a mulher no passado dia 2 de setembro de 2015 diz que o mundo “piorou”, depois de ter erguido os braços a clamar uma mudança urgente.
“Os políticos afirmaram: Nunca mais. Todos queriam fazer algo depois da foto que comoveu todo o mundo. Mas o que acontece agora? As mortes continuam e ninguém faz nada”.

Dados da Organização Internacional para as Migrações – OIT
IOM reports_2016De acordo com os dados da Organização Internacional para as Migrações (OIT) o número de mortos no Mediterrâneo nos últimos oito meses é o mais elevado de sempre.
Mais de 111 mil pessoas resgatadas no Mediterrâneo em 2016. Só esta semana, foram resgatadas de 7.027 pessoas.
Desde janeiro, 278.372 pessoas chegaram à Europa através do mar Mediterrâneo, a grande maioria entrou pela Itália e pela Grécia. 3.171 perderam a vida.
2016 poderá mesmo ser o ano com mais mortes no mar Mediterrâneo.

Aylan Kurdi: um ano depois, nada mudou. Milhares de pessoas e criança continuam a morrer no mesmo mar.
A crise agrava-se. A resposta tarda. Constroem-se muros.

Crise Refugiados_ACEGIS

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Ban Ki-moon: Crise Refugiados

8 Setembro, 2015
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Ban Ki-moon: Crise Refugiados | Refugee Crisis

O secretário-geral das Nações Unidas admite que o conselho de segurança falhou em relação à guerra na Síria..
UN security council is failing Syria, Ban Ki-moon admits.
UN secretary general urges Russia and China to ‘look beyond national interest’ and stop blocking proposals to help end conflict.
Ban Ki-moon: «I deplore the abject failure to end the suffering of the Syrian people. That failure takes expression in today’s refugee crisis in Europe»


Ban Ki-Moon falou de “vergonha” e de “raiva” pela impotência que a comunidade internacional tem revelado no objetivo de terminar a guerra na Síria. Acrescentando que  o fracasso em acabar com o sofrimento do povo da Síria, tem agora expressão na crise dos refugiados (as) na Europa.
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, admitiu que o concelho de segurança das Nações Unidas está a falhar no conflito sírio devido às divisões entre as grandes potências. Para o responsável, são elas que têm impedido a ação para acabar com um conflito que já causou milhares de mortos e está a aumentar o êxodo de refugiados.
Numa entrevista ao britânico The Guardian, Ban Ki Moon atribuiu a culpa às divisões entre as grandes potências, nomeadamente a China e a Rússia que sempre votaram contra uma intervenção militar.
“Esta é uma tragédia humana que requer uma resposta política coletiva determinada. É uma crise de solidariedade, não uma crise de números”.

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theguardian_logoLeia aqui, na íntegra, o artigo e a  entrevista  a Ban Ki-moon ao  The Guardian

 .

UN Ban Ki-moonStatements on 8 September 2015 | Secretary-General
Ban Ki-moon

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link: http://www.un.org/sg/STATEMENTS/index.asp?nid=8950

 

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