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Relatório do Alto-Comissariado da ONU revela que 68,5 milhões de pessoas foram obrigadas a fugir

20 Junho, 2018
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Relatório do Alto-Comissariado da ONU revela que 68,5 milhões de pessoas foram obrigadas a fugir

Nunca houve tanta gente a cruzar fronteiras à procura de refúgio e proteção. O número de pessoas que foram forçadas a abandonar as suas casas devido à guerra, violência ou perseguição atingiu um valor recorde com 68,5 milhões de pessoas deslocadas à força em todo o mundo.
Refugiado é alguém que é obrigado a deslocar-se, a atravessar fronteiras, a arriscar a vida e, por fim, a pedir esmola pela sua própria cidadania
Relatório do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados revela que o número de deslocados cresceu pelo quinto ano consecutivo. Nunca houve tanta gente a cruzar fronteiras à procura de refúgio e proteção.
O número de pessoas que foram forçadas a abandonar as suas casas devido à guerra, violência ou perseguição atingiu um valor recorde com 68,5 milhões de pessoas deslocadas à força em todo o mundo.
O "Relatório Mundial sobre Tendências em Deslocamento Forçado" da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) revela que das 68,5 milhões de pessoas deslocadas à força no mundo, 25,4 milhões são refugiados, 40 milhões são deslocados internos e 3,1 milhões de requerentes de asilo O ACNUR contabiliza uma média de 44.400 novos/as deslocados/as todos os dias.
Tal como em anos anteriores, a Síria surge como o país com mais deslocamentos forçados, com 12,6 milhões no final de 2017, dos quais 6,3 milhões eram refugiados/as, 146.700 requerentes de asilo e 6,2 milhões de pessoas deslocadas internamente.
O aumento sem precedentes do número de pessoas à procura de proteção internacional constituiu um importante teste e desafio a novas formas de cooperação internacional e na instauração de um sistema de asilo baseado na solidariedade e na partilha equitativa de responsabilidades.

 

A crise migratória e dos refugiados não se trata de uma emergência temporária, mas sim um fenómeno estrutural e complexo que exige a cooperação e solidariedade de todos os povos.

São 68,5 milhões de vidas, 68,5 milhões de histórias diferentes, um passado comum: milhões de pessoas obrigadas a deslocar-se, a atravessar fronteiras, a arriscar a sua própria vida para fugir da guerra e da pobreza.

A nível da União Europeia urge enfrentar o problema mais urgente: salvar vidas no mar.

Só este ano, mais de 40 mil pessoas fizeram a travessia do mar Mediterrâneo. Estima-se que, pelo menos 845 pessoas perderam a vida ao tentar chegar à Europa através do Mediterrâneo.
O avanço do populismo e de movimentos anti-imigração tem conduzido ao deterioramento crescente do projeto europeu e potencia a ideia da ameaça das fronteiras europeias.
A incapacidade de antecipar o desafio previsível face ao aumento do número de refugiados e migrantes gerados pela guerra na Síria e no Iraque, soma-se a cresce divergência e conflitos dentro da União Europeia em matéria de acolhimento e integração originada pelos movimentos xenófobos, nacionalistas e populistas.
Estes movimentos exploram a fragilidade e fomentam reações adversas em relação aos refugiados/as e migrantes na opinião pública.
Alimentando o sentimento anti-imigração face a uma crise humanitária sem precedentes, contra vítimas já por si vulneráveis pelas condições que levaram a fugir da guerra, da violência e da carestia.
Os refugiados são o rosto da violação sistemática dos direitos humanos, e da dignidade do ser humano, que começa no seu país de origem, e que se estende muitas vezes nos países de acolhimento onde são construídos muros e erguidas fronteiras.
Milhões de pessoas que são forçadas a deixar o seu país, que arriscam as suas vidas, fugindo da guerra, da fome, da misérias e do terror. Muitos só conhecem uma condição: nascer e ser refugiado/a.
Susana Pereira
Fundadora da Associação ACEGIS

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Artigo ACEGIS | A universalidade dos direitos humanos é condição essencial de desenvolvimento social e económico

8 Junho, 2018
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Artigo ACEGIS | A universalidade dos direitos humanos é condição essencial de desenvolvimento social e económico

Pluralismo, a não discriminação, a tolerância, a justiça, a solidariedade e a igualdade entre homens e mulheres. Estes valores comuns são os alicerces das nossas democracias e um reflexo de quem somos.
Como humanidade temos a obrigação de garantir a universalidade da igualdade de direitos e da igualdade de oportunidades enquanto valores fundamentais.
A Associação ACEGIS assinala hoje os nove anos desde a sua fundação a 8 de junho de 2009. Neste dia simbólico reforçamos a importância de defender e promover a universalidade dos direitos humanos.
Em 2018 assinalamos aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos humanos, que consagra logo no primeiro artigo a universalidade da igualdade de direitos a todos os seres humanos. Porém, a igualdade de direitos e oportunidades ainda não é uma realidade.
Por isso, é fundamental partilhar a mensagem de que a universalidade dos direitos humanos é condição essencial de desenvolvimento social e económico. E que ninguém pode ser deixado/a de parte.
Devemos continuar a assegurar que os direitos fundamentais se tornem uma realidade. Por isso, continuaremos a chamar a atenção para as violações e abusos dos direitos humanos. Lembrando que os direitos, liberdades e garantias individuais devem ter por base a não discriminação e a dignidade da pessoa humana.
Continuaremos a fomentar a reflexão crítica e a criar uma consciência coletiva sobre as mais diversas formas de desigualdades, discriminação, violência e intolerância.
Como humanidade temos a obrigação de garantir a universalidade da igualdade de direitos e da igualdade de oportunidades enquanto valores fundamentais.

Em 2018, voltamos a reafirmar os princípios de há nove anos.

Lutamos pela construção de uma sociedade mais justa, paritária e inclusiva. Construída por todos/as e para todos/as. Assente nas premissas e nos valores da cidadania, igualdade, solidariedade, participação e diversidade.

Pluralismo, a não discriminação, a tolerância, a justiça, a solidariedade e a igualdade entre homens e mulheres. Estes valores comuns são os alicerces das nossas democracias e um reflexo de quem somos.

A dignidade humana, a liberdade e a democracia são valores que foram conquistados e devem ser sempre salvaguardados. É em nome desses valores que devemos permanecer vigilantes e que devem ser transmitidos às gerações futuras.
É em nome desses valores que devemos atuar e abrir caminhos à inclusão e promover a resiliência contra todas as formas de discriminação, proporcionado a todos/as o sentimento comum de que os direitos humanos são universais e se aplicam a todas as pessoas.
Garantir a universalidade dos direitos humano é crucial para erigir uma Europa mais resiliente e coesa. E de forma a alcançar uma sociedade mais justa, paritária e inclusiva.
Susana Pereira
Fundadora da Associação ACEGIS

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Dia da Europa – Desafios no Ano Europeu do Património Cultural

9 Maio, 2018
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Dia da Europa – Desafios no Ano Europeu do Património Cultural | Artigo de Opinião da Associação ACEGIS

A diversidade cultural pode contribuir para que, face aos novos desafios, possamos unir esforços contra a radicalização e estimular pontes de entendimento entre os povos da União Europeia.
No Dia da Europa (9 de maio) comemora-se a paz e a unidade na Europa. Esta data assinala o aniversário da histórica «Declaração Schuman» de 1950.
O Dia da Europa assinala o aniversário da histórica «Declaração Schuman», que propunha a criação de uma Comunidade do Carvão e do Aço Europeia, precursora da atual União Europeia.
Num discurso proferido em Paris, em 1950, Robert Schuman, o então Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, expôs a sua visão de uma nova forma de cooperação política na Europa, que tornaria impensável a eclosão de uma guerra entre países europeu No texto da declaração lia-se:
“A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos que a ameaçam. A contribuição que uma Europa organizada e viva pode dar à civilização é indispensável para a manutenção de relações pacíficas (…).

 

 

Europa - Novos Desafios

As assimetrias devem dar lugar à convergência social e económica ambicionada pelos princípios da coesão que esteve na base da ideia fundadora da Europa. Uma Europa “Unida na diversidade”.
Uma Europa baseada no crescimento sustentável que fomente o progresso económico e social, que promova a igualdade entre mulheres e homens, salvaguardando o princípio da igualdade de direitos e de oportunidades para todos/as.
Uma Europa que garanta que o Pilar dos Direitos Sociais não se torne uma promessa inócua, mas uma realidade para todos os cidadãos e cidadãs.
Como consubstanciado no artigo 2.º do Tratado da União Europeia:
«A União funda-se nos valores do respeito pela dignidade humana, da liberdade, da democracia, da igualdade, do Estado de direito e do respeito pelos direitos do Homem, incluindo os direitos das pessoas pertencentes a minorias. Estes valores são comuns aos Estados-Membros, numa sociedade caracterizada pelo pluralismo, a não discriminação, a tolerância, a justiça, a solidariedade e a igualdade entre homens e mulheres»

2018 - Ano Europeu do Património Cultural

Ao designar 2018 como Ano Europeu do Património Cultural, a União Europeia Reafirma a importância da diversidade como fator de identidade, de pertença a um espaço, que se quer inclusivo e aberto ao Mundo.
O ano de 2018 tem uma importância simbólica e histórica para a Europa uma vez que assinala um número importante de eventos históricos, como o 100.º aniversário do fim da Primeira Guerra Mundial, a independência de vários Estados-Membros, bem como o 400.º aniversário do início da Guerra dos Trinta Anos. 
A diversidade e o património cultural está no cerne e no modo de vida da União Europeia, traduzindo-se no sentimento partilhado de identidade e pertença. Permite-nos compreender o passado, definir o presente e construir o futuro.
Por isso, é fundamental reconhecer a diversidade cultural enquanto principio fundamental subjacente ao processo de integração da europeia e o seu contributo para a coesão social.
De acordo com um  inquérito Eurobarómetro da Comissão Europeia (2017) 8 em cada 10 europeus consideram que o património cultural é importante, não apenas para si, mas também para a sua comunidade, a sua região, o seu país e a União Europeia no seu conjunto.
Mais de 7 em cada 10 europeus concordam que o património cultural pode melhorar a sua qualidade de vida. E 9 em cada 10 pensam que o património cultural deve ser ensinado nas escolas.
O populismo, a xenofobia, o racismo, a discriminação e o nacionalismo fraturante, constituem uma grave ameaça aos alicerces das nossas Democracias e aos valores da União Europeia.
A diversidade cultural pode contribuir para que, face aos novos desafios, possamos unir esforços contra a radicalização e estimular pontes de entendimento entre os povos da União Europeia.
Uma união que fomente o respeito mútuo, a compreensão e a cooperação nos e entre os Estados-Membros, e que procure criar um sentimento comum de pertença e de cidadania europeia.
Por esta razão, urge promover uma nova ordem assente na paz, na democracia e na liberdade de expressão.
Uma União que preserve o nosso património cultural e que promova a diversidade cultural.
Susana Pereira
Fundadora da Associação ACEGIS

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A discriminação exclui e alimenta-se dos discursos de ódio e da intolerância

21 Março, 2018
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A discriminação exclui e alimenta-se dos discursos de ódio e da intolerância.

Artigo da Associação ACEGIS no âmbito do Dia Internacional contra a Discriminação Racial.
 
O Dia Internacional Contra Discriminação Racial, foi instituído pela ONU em memória das vítimas do massacre de 1960 no bairro de Shaperville, Joanesburgo, África do Sul.

Todas as pessoas têm o direito de viver sem discriminação.

21 de Março – Dia Internacional contra a Discriminação Racial

A discriminação exclui e alimenta-se dos discursos de ódio e da intolerância. Incumbe-nos a responsabilidade de travar as divisões da sociedade, de abrir caminhos à inclusão e de garantir a universalidade dos direitos humanos. Todas as pessoas têm o direito de viver sem discriminação.
A efeméride foi instituída em 1969 pela Organização das Nações Unidas (ONU), em memória das vítimas do massacre no bairro de Shaperville, ocorrido em 21 de março de 1960, na cidade de Joanesburgo.
Nesse dia, o 20.000 pessoas participavam pacificamente num protesto contra a Lei do Passe, que as obrigava a serem portadores de um cartão de identificação especificando os locais por onde podiam circular.
No bairro de Shaperville, os/as manifestantes foram atacados/as pelas forças do regime do apartheid, que dispararam sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo 186.

A União Europeia está fundada nos valores da tolerância e da igualdade.

O princípio da não discriminação é um dos princípios fundamentais União Europeia. Todas as pessoas são iguais perante a lei e todas têm o direito de viver a sua vida sem discriminação
Nos termos do artigo 2.º do Tratado da União Europeia: «A União funda-se nos valores do respeito pela dignidade humana, da liberdade, da democracia, da igualdade, do Estado de direito e do respeito pelos direitos do Homem, incluindo os direitos das pessoas pertencentes a minorias».
Ainda em conformidade com o Tratado, «estes valores são comuns aos Estados-Membros, numa sociedade caracterizada pelo pluralismo, a não discriminação, a tolerância, a justiça, a solidariedade e a igualdade entre homens e mulheres».
No entanto, nem todos os cidadãos e cidadãs da UE gozam ainda desses valores. Urge intensificar os esforços na promoção de uma cultura assente nos valores da não discriminação e da diversidade cultural.
Dados estatísticos de 2015, apresentados pelo Eurobarómetro da Comissão Europeia sobre a “perceção da discriminação na sociedade”, relevam que 21% dos europeus inquiridos/as foi vítima de algum tipo de discriminação ou perseguição entre os anos de 2014 e 2015.
De acordo com o documento, a discriminação baseada na etnia foi a que apresentou maior expressão (64%) o que representa um aumento de oito pontos percentuais face a 2012.
O estudo alerta também para a questão religiosa, revelando uma tendência de crescimento do antissemitismo e dos crimes de ódio anti-muçulmanos.
A discriminação com base na religião ou crenças é considerada comum para 50% dos/as inquiridos/as da UE28, sendo que em Portugal a percentagem é de 30%.
No mesmo estudo, 6% dos inquiridos/as de Portugal afirma que se sentiria desconfortável caso um dos seus colegas de trabalho fosse de “raça negra” (percentagem semelhante para a média da UE). Porém, e no caso de colegas muçulmanos essa percentagem sobe para 12% nos/as portugueses/as e 13% para a média da UE28.

Os esforços para combater os ódio, o preconceito, o racismo e a discriminação só podem ter êxito dando visibilidade às vítimas.

Maioria das vítimas não apresenta queixa

De acordo com o último relatório da Agência Europeia dos Direitos Fundamentais (FRA), “Garantir a justiça para vítimas de crimes de ódio: perspetivas profissionais”, concluiu que a maioria dos crimes de ódio perpetrados na UE continua a ser não declarada e, portanto, invisível, deixando vítimas sem reparação.
Em Portugal, e de acordo com o último Relatório Anual de Segurança Interna (2016), apenas 35 vítimas de crimes contra a integridade cultural e integridade pessoal (nos quais se inserem os crimes de discriminação), apresentaram uma denúncia junto das autoridades portuguesas. Ainda assim, um aumento face às 22 denúncias do ano anterior.
As vítimas de crimes de ódio, racismo e/ou discriminação têm relutância em denunciar os crimes, permanecendo assim invisíveis. Porém, os esforços para combater os ódio, o preconceito, o racismo e a discriminação só podem ter êxito dando visibilidade às vítimas.
 
 A construção de uma sociedade onde a tolerância é respeitada, a união se faz pela diversidade e a paz é construída, só é possível se garantirmos a universalidade dos direitos humanos.
A discriminação, a intolerância e os discursos de ódio não são apenas agressões e crimes individuais. São agressões colectivas contra os direitos humanos.
A discriminação exclui e alimenta-se dos discursos de ódio e da intolerância. Incumbe-nos a responsabilidade de travar as divisões da sociedade, de abrir caminhos à inclusão e de garantir a universalidade dos direitos humanos. Todas as pessoas têm o direito de viver sem discriminação.
Por isso, é fundamental partilhar a mensagem de que a diversidade é condição essencial de desenvolvimento social e económico. Ninguém pode ser deixado/a de parte.
por Susana Pereira
Fundadora da Associação ACEGIS
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Desigualdade Salarial: Mulheres ganham em média menos 279 euros por mês

13 Outubro, 2017
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Hoje, dia 13 de outubro, é o último dia do ano com igualdade nos ganhos médios mensais entre homens e mulheres.

 

Desigualdade Salarial: Mulheres ganham em média menos 279 euros por mês

Uma diferença salarial de 21,8%.

Em Portugal,  as mulheres ganham em média menos 279,4 euros por mês - ganho médio mensal – do que que os homens.

Uma diferença salarial que traduzida em dias de trabalho, num ano e sem remuneração, equivale a 79 dias de trabalho.

 
Em outubro de 2016, o ganho médio mensal das mulheres era 78,2 % do valor médio dos homens.
De acordo com os últimos dados oficiais divulgados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social (GEP/ MTSSS), referentes a outubro de 2016, existe uma diferença no ganho médio mensal entre homens e mulheres de 21,8%.
Um diferença de remuneração média mensal de 279,4 euros.

 

Quanto é que as mulher ganham menos do que os homens?
279.4 € por mês
Uma diferença salarial de 21,8%.
o equivalente a 79 dias de trabalho, sem remuneração por ano
 
As mulheres em Portugal ganham, em média, mensalmente menos 279,4€ do que os homens. Uma diferença salarial de 21,8%.
As mulheres em Portugal ganham, em média, mensalmente menos 279,4€ do que os homens – remuneração média mensal base.
Em outubro de 2016, o ganho médio das mulheres trabalhadoras  por conta de outrem a tempo completo era de 1.002,1 euros. 
Um diferença de remuneração de 279,4 euros, comparativamente ao ganho mensal médio dos homens (1.281,5 euros).
Esta realidade é ainda mais visível se convertermos esses indicadores, para o equivalente em número de dias de trabalho não remunerado por ano.
Atendendo a que as mulheres ganham, em média, menos 21,8% do que os homens, se converteremos esse indicador em número de dias de trabalho sem remuneração, equivale a 79 dias de trabalho por ano.
Em 2016, 28,9% das mulheres portuguesas estavam abrangidas pelo salário mínimo nacional, mais 10,4 % do que os homens (18,5%).

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Hoje, dia 13 de outubro é o último dia do ano com igualdade nos ganhos médios mensais entre homens e mulheres. 

Nota: ganho médio mensal / remuneração média mensal base - valor que acresce à remuneração base, prémios, subsídios e remuneração por trabalho suplementar.

 
Boletim Estatístico - GEP/ MTSSS (Setembro de 2017)
Consulte o Boletim Estatístico do Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social (GEP/ MTSSS).
 

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Informação e atualidade no âmbito da Economia Social e Solidária.

 

Jogo Educativo – Cidadania 4kIDS! Uma forma divertida de aprender Cidadania.
Ao COMPRAR está a APOIAR a Associação ACEGIS!
 

 

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Aylan Kurdi: dois anos depois continuamos a ignorar os factos

1 Setembro, 2017
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Aylan Kurdi: dois anos depois continuamos a ignorar os factos

Passaram dois anos desde que Aylan Kurdi, o menino sírio de três anos perdeu a vida na travessia do Mediterrâneo.
Dois anos depois continuamos a ignorar os factos. Desde o dia 2 de setembro de 2015, pelo menos 8 500 refugiados e imigrantes morreram ou desapareceram ao tentar atravessar o mesmo mar. 
Só este ano, pelo menos 2 421 pessoas morreram no mar Mediterrâneo ao tentar chegar à Europa.

“Não basta que o mundo fique chocado com as imagens que tem visto nas últimas semanas. O choque deve dar lugar à acção.”
Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF

Passaram dois anos desde que Aylan, um menino sírio de três anos, foi encontrado afogado numa praia turca. A imagem foi partilhada até à exaustão.
Apesar das palavras, da indignação, do choque e das promessas, milhares de pessoas e crianças continuam a morrer no mesmo mar.

Só este ano, pelo menos 2 421 pessoas morreram no mar Mediterrâneo ao tentar chegar à Europa.

A crise dos refugiados em números
Desde o dia 2 de setembro de 2015, data em que Aylan foi encontrado afogado em uma praia turca, pelo menos 8 500 refugiados e imigrantes morreram ou desapareceram ao tentar atravessar o mesmo mar.
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A Europa enfrenta uma crise sem precedentes. Dois anos depois da morte de Aylan Kurdi continuamos a ignorar os factos.
Em 2016, 362 753 pessoas chegaram à Europa através do mar Mediterrâneo, mais de 5 mil perderam a vida.
Este ano, e só nos primeiros 6 meses, 123 950 pessoas fizeram a travessia do mar Mediterrâneo. Estima-se que, pelo menos 2 421 pessoas perderam a vida ao tentar chegar à Europa através do Mediterrâneo.
.Hoje, voltamos a lembrar as palavras de Abdullah Kurdi, pai de Aylan Kurdi, em entrevista à BBC:
“Os políticos afirmaram: Nunca mais. Todos queriam fazer algo depois da foto que comoveu todo o mundo. Mas o que acontece agora? As mortes continuam e ninguém faz nada”.

Indicadores Estatísticos Oficiais – Via UNHCR 
Chegadas por mar em 2017: 123.950 
Mortos e desaparecidos em 2017 (estimativa): 2.421
Anos anteriores 2016 2015 2014
Chegadas por mar 362.753 1.015.078 216.054
Mortos e desaparecidos 5.096 3.771 3.538
(Última atualização 31 de agosto de 2017)
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Livros ‘para rapazes’ e ‘para meninas’: reprodução de estereótipos de género

22 Agosto, 2017
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Artigo  ACEGIS

Livros ‘para rapazes’ e ‘para meninas’: reprodução de estereótipos de género

Porto Editora e a Editorial Presença vendem livros de atividades ‘para rapazes’ e ‘para meninas’.
Um brinquedo, um livro não é um objeto neutro. É um veículo de aprendizagem e de reprodução de estereótipos de género que irá refletir-se, mais tarde, no que é suposto ser e fazer um rapaz e uma rapariga.


Livro de Atividades para Meninas e Livro de Atividades para Meninos, da Editorial Presença (agosto 2014)

Livros ‘para rapazes’ e ‘para meninas’: reprodução de estereótipos de género

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A área da educação tem assumido um papel cada vez mais central na promoção da igualdade entre mulheres e homens.
Educar para que cada criança e jovem tome consciência dos mecanismos sociais na reprodução de estereótipos de género, é parte essencial da educação para os direitos humanos e das liberdades individuais na perspetiva da construção de uma sociedade mais justa, paritária e inclusiva.
O impacto dos estereótipos de género na educação, sobretudo na educação de infância e em idades pré-escolar são determinantes no futuro. Acresce que entendemos que a tomada de consciência dos mecanismos sociais na reprodução de estereótipos de género constitui um dever de educação para a cidadania.
Um brinquedo, um livro não é um objeto neutro. É um veículo de aprendizagem e de reprodução de estereótipos de género que irá refletir-se, mais tarde, no que é suposto ser e fazer um rapaz e uma rapariga.  

 

 


Bloco de Atividade para Rapazes e Bloco de Atividades para Meninas, da Porto Editora (2016)

Porto Editora e a Editorial Presença vendem  livros de atividades  ‘para rapazes’ e ‘para meninas’.

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Seria de esperar que em contexto de educação, livros e brinquedos não fossem promotores de desigualdade e de reprodução de estereótipos de género.
Não há atividades ‘para rapazes’ e ‘para meninas’. A prática de dividir por sexo é uma atitude discriminatória que reforça os estereótipos de género.
Vender livros de atividades  ‘para rapazes’ e ‘para meninas’, é impedir, da forma mais básica, que todas as crianças possam em igualdade desenvolver os seus talentos, aptidões e interesses.
Se queremos construir uma sociedade que promova a igualdade, temos de começar por dar os mesmos direitos, de apreender e de brincar, a rapazes e raparigas. Eliminado a visão dicotómica menino/menina subjacente na separação simbólica entre sexos e nas expectativas sociais relativas a cada um deles.
Acresce que entendemos que é justamente nas idades do pré-escolar, entre os quatro e os seis anos, que estas questões devem ser trabalhadas.
É nestas idades que a eliminação dos estereótipos de género produz efeitos no futuro e que acabam por interferir nas relações sociais entre sexos, nomeadamente nas escolhas dos percursos académicos e profissionais por parte de rapazes e raparigas.
Torna-se, por isso, fundamental o desenvolvimento de uma atuação pedagógica adequada que corrija as mensagens estereotipadas sobre os papéis e as relações sociais de sexo, que a criança vai aprendendo e solidificando através dos brinquedos, dos jogos e dos livros.
Essa responsabilidade pedagógica cabe a cada um e cada uma de nós: pais, educadores/as, professores/as e sociedade civil.
A primeira é a de dar a rapazes e raparigas os mesmos direitos: de aprender e de brincar em igualdade.  
Sem qualquer diferenciação, separação ou exclusão. Sem normas de conduta ou expectativas diferenciadas  ‘para rapazes’ e ‘para meninas’.
por Susana Pereira
Fundadora da Associação ACEGIS
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Charlottesville: Não ao Discurso de Ódio

18 Agosto, 2017
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Charlottesville: Não ao Discurso de Ódio EUA, agosto de 2017, mais de 6.000 pessoas desfilam naquela que foi a maior marcha de extrema-direita das últimas décadas. O discurso dominante é o do ódio, da intolerância e da violência. Tochas acesas, bandeiras nazis, discursos de incitação ao ódio, à intolerância e à supremacia racial branca, não são […]

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Maria de Lurdes Pintasilgo, uma Mulher que foi pioneira em quase tudo o que fez

1 Agosto, 2017
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Presidente da República condecora Maria de Lourdes Pintasilgo no 5 de outubro

Na cerimónia que assinalou e comemorou o 107º aniversário da Implantação da República, Marcelo de Rebelo de Sousa, condecorou com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade Maria de Lourdes Pintasilgo.
A Ordem da Liberdade que Marcelo Rebelo de Sousa atribuiu a Maria de Lourdes Pintasilgo distingue “serviços relevantes prestados em defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e à causa da liberdade”.
Aquela que foi a primeira e única primeira-ministra de Portugal foi lembrada pelo Presidente da República como dona de um espírito indomável, uma “humanista e personalista cristã”, importantíssima na “afirmação do papel da mulher numa altura histórica em que essa tarefa não era fácil”.

Maria de Lourdes Pintasilgo, uma Mulher que foi pioneira em quase tudo o que fez

A 1 de agosto de 1979, Maria de Lurdes Pintasilgo, primeira e única mulher a ocupar o cargo de Primeira-Ministra em Portuga, dois meses depois de Margaret Thatcher.
« O feminismo não é a luta das mulheres contra os homens: é a luta das mulheres pela sua autodeterminação; é o processo de libertação de uma cultura subjugada; é a conquista do espaço social e político onde ser mulher tenha lugar». 


1 de agosto de 1979, Maria de Lurdes Pintasilgo, primeira e única mulher Primeira-Ministra, que chegou ao poder dois meses depois de Margaret Thatcher.
Maria de Lourdes Pintasilgo é uma referência incontornável na história da política portuguesa e na Europa, não só por ter sido a primeira e única mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra em Portugal, e a segunda na Europa, dois meses após a tomada de posse de Margarete Thatcher, no Reino Unido.
Maria de Lurdes Pintasilgo, uma Mulher que foi pioneira em quase tudo o que fez.
Maria de Lurdes Pintasilgo distinguiu-se em várias áreas da vida pública nacional e internacional. Para a história ficam as batalhas de uma Mulher que foi pioneira em quase tudo o que fez.
Primeira mulher quadro superior da maior empresa nacional da época, a CUF, em 1953.
Primeira mulher a exercer um cargo ministerial em 1974.
Primeira e única mulher a desempenhar o cargo de primeira-ministra em Portugal, em 1979.
Primeira mulher a candidatar-se à Presidência da República em 1986.

Em 1986, Maria de Lurdes Pintasilgo foi a primeira portuguesa a candidatar-se a umas eleições presidenciais, sete anos depois de ter ficado na história como a primeira mulher a desempenhar o cargo de primeira-ministra em Portugal, em 1979, no V Governo Constitucional.
Foi presidente da Comissão da Condição Feminina e após o 25 de abril de 1974 integrou vários governos provisórios, tendo assumido cargos com grande protagonismo e visibilidade, nomeadamente na UNESCO, onde foi embaixadora.
A sua candidatura às eleições presidenciais de 1986, como independente, mobilizou multidões, sob o lema: “Pintasilgo Presidente – a coragem da decisão!”, num sufrágio que viria a ser ganho, à segunda volta, por Mário Soares.
A nível internacional Maria de Lourdes Pintasilgo integrou o Conselho da Ciência e Tecnologia ao Serviço do Desenvolvimento da ONU (1989-1991), foi membro da Universidade da ONU, pertenceu ao Comité de Sábios da Europa, presidiu à Comissão Independente para a População e a Qualidade de Vida (1992-1999) e foi co-presidente da Comissão Mundial da Globalização.
Maria de Lourdes Pintasilgo faleceu a 10 de Julho de 2004, na sua residência, vítima de ataque cardíaco.
« O feminismo não é a luta das mulheres contra os homens: é a luta das mulheres pela sua autodeterminação; é o processo de libertação de uma cultura subjugada; é a conquista do espaço social e político onde ser mulher tenha lugar». 
Maria de Lurdes Pintasilgo (1981)
 
 
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27 de janeiro | Dia Internacional em Memória das Vítimas do ‪Holocausto

27 Janeiro, 2016
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Artigo Opinião – ACEGIS

Vitimas Holocausto27 de janeiro | Dia Internacional em Memória das Vítimas do ‪Holocausto

A Europa do arame farpado, dos muros, das vedações, das fronteiras fechadas, dos comboios e carruagens lotadas, das pessoas e famílias de malas revistadas e bens confiscados, não é uma imagem do passado. É a Europa do presente.

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Ao relembrar as vítimas e sobreviventes, renovamos a esperança e a determinação em prevenir as atrocidades cometidas no passado recente. Não conseguimos prever o futuro, mas temos o dever de lembrar o passado, como um alerta para os perigos que a Europa enfrenta hoje.
Lembrar o passado significa aprender com os erros. Significa que podemos reescrever a história de todos aqueles e aquelas que precisam de nós, hoje e agora. Rejeitando o discurso do ódio, da xenofobia e do preconceito. Defendendo o direito universal, de viver em igualdade, sem discriminação, respeitando a dignidade e os direitos humanos.
A Europa do século XXI tem o dever de lembrar e defender os princípios firmados nos Pós-Guerra. Lembrar que o lema da União Europeia – «Unida na Diversidade» –   é hoje posto à prova.
A Europa do arame farpado, dos muros, das vedações, das fronteiras fechadas, dos comboios e carruagens lotadas, das pessoas e famílias de malas revistadas e bens confiscados, não é uma imagem do passado. É a Europa do presente.
Será a Europa capaz de  responder a este desafio, e defender os valores da tolerância, da diversidade, da igualdade e dos direitos humanos? 
Esta é a questão central que a Europa deverá assumir, consciente que os valores da tolerância, da diversidade, da igualdade – os ‘nossos’ valores e os ‘nossos’ direitos  –  os direitos humanos não exclusivos das pessoas, ou Estados da União Europeia. Os Direitos Humanos, são Universais. Não têm nacionalidade, cor, religião, etnia, género e ou idade. São universais.
A construção de uma sociedade onde a tolerância é respeitada, a união se faz pela diversidade e a paz é construída, só é possível se garantirmos a universalidade dos direitos humanos.
 por, Susana Pereira,
Fundadora da ACEGIS

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20 anos depois de Pequim: direitos das mulheres

4 Setembro, 2015
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 20 anos depois de Pequim: direitos das mulheres

Há 20 anos em Pequim, precisamente no dia 4 de Setembro, tinha início a 4.ª Conferência Mundial sobre as Mulheres, das Nações Unidas.
Direitos das mulheres, 20 anos depois: salários e chefias são “pontos críticos”Publico_logo artigo de hoje no Jornal Público


Efetivamente as mulheres continuam a estar sobre-representadas nos sectores com salários mais baixos e sub-representadas nos cargos de decisão e nos conselhos de administração.
Vinte anos volvidos desde a Plataforma de Ação de Pequim, a igualdade de género ainda é um longo caminho a percorrer. Com a agravante e a sob a aparência de que já muito se fez, mas sendo evidente o muito que ainda falta alcançar.
Alcançar a igualdade de género é obviamente necessário por razões económicas e de desenvolvimento social, numa economia global e competitiva.
No entanto, a igualdade de género não é somente uma questão económica e de competitividade dos mercados. Mas, mais importante, a igualdade de género é uma questão de justiça e de modelo de sociedade do século XXI.

 


equal-pay-dayIgualdade Salarial
A Organização Internacional do trabalho (OIT) prevê que a igualdade de remuneração entre homens e mulheres só será atingida em 2086.
As mulheres ganham em média menos 23% do que os homens.                                         
Na União Europeia (UE) a diferença salarial é de 16,4%. A UE poderia ver o seu PIB aumentar 12 % se existisse uma verdadeira Igualdade entre homens e mulheres no mercado de tralho.
Se a tendência atual prosseguir, será necessário esperar até 2086 para que mulheres homens aufiram salários equivalentes. 

  .

Capa Relatorio ACEGIS _PSI 20Mulheres em Cargos de Decisão
As mulheres ainda enfrentam inúmeras barreiras no acesso a carreiras de topo e de decisão, evidenciado pela discrepância entre o elevado número de diplomados do sexo feminino e sua sub-representação nos processos de tomada de decisão.
A participação equilibrada de homens e mulheres no poder e tomada de decisão, política e económica é reconhecida como um requisito da democracia igualitária e como um contributo para desenvolvimento sustentável.
De acordo com o relatório da ACEGIS «Equilíbrio de Género nos Conselhos de Administração: as Empresas do PSI 20», em 2014, a percentagem de mulheres em conselhos de administração nas Empresas do PSI 20 era de apenas 6,5%.
Em 277 membros de conselho de administração das empresas do PSI 20, apenas 18 são mulheres.
Sendo que em 7 empresas do PSI 20 verifica-se que nenhuma mulher ocupa qualquer cargo nos respetivos conselhos de administração. 
Igualmente em 2014, nas 6 instituições económicas mundiais mais influentes, a representação das mulheres em nos conselhos executivos variava entre 4 e 20%.

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Licença Maternidade20 anos depois de Pequim: direitos da mulheres
20ª anos  depois  da Conferência de Pequim, a ACEGIS  recorda que há ainda um longo percurso a percorrer em matéria de igualdade de género e direitos das mulheres.
Entendemos que é necessário promover e implementar efetivamente o princípio da igualdade de oportunidades e igualdade de tratamento entre homens e mulheres em domínios ligados ao emprego e a atividade profissional.

O direito ao trabalho é condição essencial na igualdade de direitos, independência económica e na realização profissional, pessoal e social das mulheres.  É essencial na construção de uma sociedade mais justa, paritária e desenvolvida.   
por Susana Pereira,
Fundadora da ACEGIS
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A crise agrava-se. A resposta tarda. Constroem-se muros.

28 Agosto, 2015
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Artigo @ACEGIS

A crise agrava-se. A resposta tarda. Constroem-se muros.

A maioria dos refugiados são pessoas que fogem da guerra e da pobreza na Síria, no Afeganistão e em países africanos.


“Chegou a hora de acabar com o jogo de empurra entre as instituições e os Estados-membros. Devemos estar unidos.”    
Dimitris Avramopoulos, Comissário Europeu para a Migração, Assuntos Internos e Cidadania
Depois do êxodo, a crise humanitária de milhares de refugiados em desespero.
A Europa enfrenta uma crise humanitária sem precedentes, de acordo com a agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), 300 mil pessoas atravessaram o Mar Mediterrâneo rumo à Europa entre janeiro e agosto. Esse número representa um aumento em cerca de 85 % em comparação ao mesmo período em 2015.
De acordo com o último balanço da Organização Internacional das Migrações (OIM), mais de 2.300 pessoas morreram desde o início de 2015 ao tentarem atravessar o Mediterrâneo para chegar à Europa, uma média de média de quase dez mortes por dia.
A maioria dos refugiados são pessoas que fogem da guerra e da pobreza na Síria, no Afeganistão e em países africanos.
Não podemos esquecer que estamos a falar de seres humanos, pessoas cuja dignidade deve ser respeitada e protegida. Pessoas que foram forçadas a deixar o seu país, que arriscam as suas vidas, fugindo da guerra, da fome e da misérias.

O refugiado é alguém que é obrigado a deslocar-se, a atravessar fronteiras, a arriscar a vida e, por fim, a pedir esmola pela sua própria cidadania.
A crise agrava-se. A resposta tarda. Constroem-se muros.
por Susana Pereira
ACEGIS
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