Artigos Opinião

  • Associação para a Cidadania, Empreendedorismo, Género e Inovação Social

    A ACEGIS reconhece-se enquanto entidade de referência nas áreas estratégicas da cidadania, inclusão, igualdade de género, empreendedorismo e inovação social. Intervimos ativamente pela construção de uma sociedade mais justa, paritária e inclusiva!

  • Dia International da Rapariga O Dia Internacional da Rapariga foi celebrado pela primeira vez a 11 de outubro de 2012.  No mesmo ano, e dois dias antes, uma menina era atacada num autocarro escolar quando saía da escola no Vale de Swat, uma província do Paquistão.  Malala Yousafzai tornava-se o símbolo mundial na luta pela educação e […]

Dia Internacional da Rapariga: a igualdade está longe de ser alcançada

11 Outubro, 2017
/ / /

Dia International da Rapariga

O Dia Internacional da Rapariga foi celebrado pela primeira vez a 11 de outubro de 2012. 
No mesmo ano, e dois dias antes, uma menina era atacada num autocarro escolar quando saía da escola no Vale de Swat, uma província do Paquistão. 
Malala Yousafzai tornava-se o símbolo mundial na luta pela educação e direitos das raparigas.

MALALA YOUSAFZAI

A educação das raparigas tem de ser vista como o investimento mais eficaz e com maior impacto na redução da pobreza e das desigualdades sociais.
Traduzindo-se a médio e longo prazo no desenvolvimento socioeconómico dos países em desenvolvimento e das economias mais frágeis.
 
A desigualdade, de nascer do sexo feminino, só poderá acabar quando conseguirmos incluir o direito à educação, o direito à saúde, de lutar contra a contra a discriminação, a violência contra as mulheres, a mutilação gentil feminina e contra práticas repugnantes como o casamento infantil. 

Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável veio justamente afirmar a importância da igualdade entre homens e mulheres para a realização dos 17 objectivos de desenvolvimento sustentável.
Adotada em 2015, a Agenda 2030 coloca o combate às desigualdades (Objetivo 10), a educação (objetivo 4) e a promoção da igualdade de género (Objetivo 5), na nova agenda de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas. 
Alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável implica assegurar que todas as meninas e raparigas têm condições para realizar o seu potencial e participar em igualdade de direitos e oportunidades em todas as esferas da sua vida.
 

A igualdade está longe de ser alcançada

Neste dia, a ACEGIS procura sensibilizar e dar visibilidade aos números da desigualdade e da discriminação das raparigas. Os números que pesam todos os dias nas meninas em todo o mundo.
Uma luta que muitas meninas enfrentam não apenas hoje, mas todos os dias das suas vidas, ao longo das suas vidas. A luta pelo direito e acesso à educação, o combate à mutilação genital feminina, à pobreza e ao casamento infantil. 
1 100 milhões de meninas em todo o mundo esperam por essa mudança. O mundo não continuar a perder o potencial de uma parte tão significativa da sua população.

Dados do Fórum Económico Mundial e da Organização Internacional do Trabalho.
Quais os desafios de hoje?

Não podemos falar em desenvolvimento sustentável se continuarmos a deixar de parte, uma parte significativa da população.

62 milhões de meninas não têm acesso à educação

Milhões de mulheres e meninas continuam a ser impedidas de ir à escola, de saber ler e escrever. Em todo o mundo, dois terços das pessoas analfabetas são mulheres.

33 milhões de meninas são impedidas de frequentar a escola

Cerca de 33 milhões de meninas são impedidas de frequentar a escolas, por nenhuma outra razão, para além de terem nascido do sexo feminino.

Casamento Infantil – 700 milhões

Mais de 700 milhões de mulheres já foram casadas ou tiveram uma união informal quando eram meninas.

Em todo o mundo uma em cada três meninas é obrigada a casar antes de completar os 18 anos. Uma em cada sete casa antes dos 15 anos.

 
A cada 3 segundos uma menina é obrigada a casar

Se nada for feito, o número de mulheres e meninas casadas durante a infância poderá passar dos 700 milhões atuais para 950 milhões em 2030.

Mutilação Genital Feminina – 200 milhões

Atualmente, pelo menos 200 milhões de meninas e mulheres de 30 países foram submetidas a esta prática.

250 milhões de meninas vivem na pobreza

 A falta de recursos económicos das suas famílias impedem-nas de frequentar a escolar, criando um ciclo vicioso de perpetuação da pobreza.

1 100 milhões de meninas
exigem o fim das desigualdades, o fim da discriminação pelo simples facto de terem nascido do sexo feminino.
O mundo não continuar a perder o potencial de uma parte tão significativa da sua população.
Susana Pereira
Acreditamos que nenhuma sociedade pode ser sustentável e desenvolvida se continuar a perder, a desperdiçar o potencial de uma parte significativa da sua população.
Precisamos de mulheres e meninas para participar plenamente na vida social, económica e política de suas comunidades, regiões e dos seus países.
Precisamos das 1 100 milhões de meninas de todo o mundo para construir o progresso e o desenvolvimento sustentável no século XXI.
Read More

Livros ‘para rapazes’ e ‘para meninas’: reprodução de estereótipos de género

22 Agosto, 2017
/ / /
Comments Closed
Artigo  ACEGIS

Livros ‘para rapazes’ e ‘para meninas’: reprodução de estereótipos de género

Porto Editora e a Editorial Presença vendem livros de atividades ‘para rapazes’ e ‘para meninas’.
Um brinquedo, um livro não é um objeto neutro. É um veículo de aprendizagem e de reprodução de estereótipos de género que irá refletir-se, mais tarde, no que é suposto ser e fazer um rapaz e uma rapariga.


Livro de Atividades para Meninas e Livro de Atividades para Meninos, da Editorial Presença (agosto 2014)

Livros ‘para rapazes’ e ‘para meninas’: reprodução de estereótipos de género

.

A área da educação tem assumido um papel cada vez mais central na promoção da igualdade entre mulheres e homens.
Educar para que cada criança e jovem tome consciência dos mecanismos sociais na reprodução de estereótipos de género, é parte essencial da educação para os direitos humanos e das liberdades individuais na perspetiva da construção de uma sociedade mais justa, paritária e inclusiva.
O impacto dos estereótipos de género na educação, sobretudo na educação de infância e em idades pré-escolar são determinantes no futuro. Acresce que entendemos que a tomada de consciência dos mecanismos sociais na reprodução de estereótipos de género constitui um dever de educação para a cidadania.
Um brinquedo, um livro não é um objeto neutro. É um veículo de aprendizagem e de reprodução de estereótipos de género que irá refletir-se, mais tarde, no que é suposto ser e fazer um rapaz e uma rapariga.  

 

 


Bloco de Atividade para Rapazes e Bloco de Atividades para Meninas, da Porto Editora (2016)

Porto Editora e a Editorial Presença vendem  livros de atividades  ‘para rapazes’ e ‘para meninas’.

.

Seria de esperar que em contexto de educação, livros e brinquedos não fossem promotores de desigualdade e de reprodução de estereótipos de género.
Não há atividades ‘para rapazes’ e ‘para meninas’. A prática de dividir por sexo é uma atitude discriminatória que reforça os estereótipos de género.
Vender livros de atividades  ‘para rapazes’ e ‘para meninas’, é impedir, da forma mais básica, que todas as crianças possam em igualdade desenvolver os seus talentos, aptidões e interesses.
Se queremos construir uma sociedade que promova a igualdade, temos de começar por dar os mesmos direitos, de apreender e de brincar, a rapazes e raparigas. Eliminado a visão dicotómica menino/menina subjacente na separação simbólica entre sexos e nas expectativas sociais relativas a cada um deles.
Acresce que entendemos que é justamente nas idades do pré-escolar, entre os quatro e os seis anos, que estas questões devem ser trabalhadas.
É nestas idades que a eliminação dos estereótipos de género produz efeitos no futuro e que acabam por interferir nas relações sociais entre sexos, nomeadamente nas escolhas dos percursos académicos e profissionais por parte de rapazes e raparigas.
Torna-se, por isso, fundamental o desenvolvimento de uma atuação pedagógica adequada que corrija as mensagens estereotipadas sobre os papéis e as relações sociais de sexo, que a criança vai aprendendo e solidificando através dos brinquedos, dos jogos e dos livros.
Essa responsabilidade pedagógica cabe a cada um e cada uma de nós: pais, educadores/as, professores/as e sociedade civil.
A primeira é a de dar a rapazes e raparigas os mesmos direitos: de aprender e de brincar em igualdade.  
Sem qualquer diferenciação, separação ou exclusão. Sem normas de conduta ou expectativas diferenciadas  ‘para rapazes’ e ‘para meninas’.
por Susana Pereira
Fundadora da Associação ACEGIS
Read More

Charlottesville: Não ao Discurso de Ódio

18 Agosto, 2017
/ / /
Comments Closed

Charlottesville: Não ao Discurso de Ódio EUA, agosto de 2017, mais de 6.000 pessoas desfilam naquela que foi a maior marcha de extrema-direita das últimas décadas. O discurso dominante é o do ódio, da intolerância e da violência. Tochas acesas, bandeiras nazis, discursos de incitação ao ódio, à intolerância e à supremacia racial branca, não são […]

Read More

Dia Internacional da Juventude: celebrando os jovens construindo paz

11 Agosto, 2017
/ / /
Comments Closed

Dia Internacional da Juventude: celebrando os jovens construindo paz

Atualmente, existem cerca de 1.8 mil milhões de jovens entre os 10 e os 24 anos de idade, cerca de um quarto da população mundial.
A maior geração de jovens de sempre na história da humanidade, está nas nossas mãos ajudá-la a tornar-se a geração que mudou o mundo!


Criado por resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1999, todos os anos, a 12 de agosto, celebra-se o Dia Internacional da Juventude.
Dia Internacional da Juventude 2017 «Jovens construindo a paz» | International Youth Day 2017 “Youth Building Peace”
12 de agosto |12 August

ONU define como jovens os cidadãos na faixa etária entre os 15 e os 24 anos, estes representam cerca de um quarto da população mundial, 1.8 mil milhões de jovens. A maior geração de jovens na história da humanidade.
Mais de 600 milhões de jovens vivem em ambientes frágeis e afetados por conflitos armados. Muitos outros são forçados a fugir, a separar-se das suas famílias, tornando-se refugiados ou deslocados.
No entanto, há um crescente reconhecimento do papel dos jovens na agenda para a paz e segurança, de forma a prevenir e combater o extremismo violento, especialmente nas zonas de conflito e mais afetas pela violência.
Conscientes desta situação, em 2017 a Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu o tema “Jovens construindo a paz”  (“Youth Building Peace”) para assinalar o Dia Internacional da Juventude.
Desta forma, a ONU sublinha a importância dos jovens na consolidação da paz e da segurança, incentivando a sua participação ativa na manutenção da paz e da segurança internacional. 
Acresce que a Agenda 2030 coloca a paz, justiça e a eficácia das instituições (Objetivo 16) na nova agenda de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas.
Um reconhecimento do papel positivo e construtivo dos jovens na manutenção da paz e na preservação da segurança internacional, como fator decisivo na construção de sociedade justas, pacíficas e inclusivas.

Estima-se que mais de 600 milhões de jovens vivem em ambientes frágeis e afetados por conflitos armados. Excluir um número tão elevado de jovens dos problemas que os afetam diretamente, compromete o desenvolvimento das gerações futuras: 600 milhões são demais.
Não há desenvolvimento sustentável sem paz e segurança. Todos e todas nós temos pelo menos uma obrigação: dar aos jovens a oportunidade de fazer parte da decisão na forma como o mundo procura acabar com a violência e os conflitos, e de construir sociedades pacíficas e inclusivas.
Fazendo dos valores da cidadania, da igualdade, da liberdade, dos direitos humanos, da tolerância e da paz, a solução para alcançar o desenvolvimento sustentável.
Esta é a maior geração de jovens da história da humanidade, está nas nossas mãos ajudá-la a tornar-se a geração que mudou o mundo!
Susana Pereira, ACEGIS

A Associação ACEGIS é Represente Nacional da  IPYG – Grupo Internacional de Jovens pela Paz – ONG Internacional presente em cerca de 79 países de todo o mundo, mobilizando milhares de jovens em todo o mundo na construção e luta pela paz, através da promoção de diálogos, conferências, projetos e educação para a paz.

 

Read More

22 de julho: Dia Europeu de Ação pelas Vítimas de Crimes de Ódio

18 Julho, 2017
/ / /
Comments Closed

22 de julho: Dia Europeu de Ação pelas Vítimas de Crimes de Ódio Muitos crimes de ódio continuam a não ser denunciados, a não ser objeto de qualquer processo judicial, permanecendo assim invisíveis. Porém, os esforços para combater os crimes de ódio só podem ter êxito se as vítimas relatarem os crimes de que foram […]

Read More

Porque precisamos de quotas para as mulheres em cargos de decisão

22 Junho, 2017
/ / /
Comments Closed

Lei da Paridade: Porque precisamos de quotas para as mulheres em cargos de decisão

O setor empresarial tende a não ver com bons olhos a adoção de leis que impõem quotas de género. Porém, e se o objectivo é trazer mais mulheres para cargos de decisão e para os conselhos de administração das empresas, a verdade é que elas funcionam.
A Noruega foi o primeiro país a colocar em evidência a necessidade da implementação de quotas para as mulheres em cargos de decisão.
Com a adoção Lei da Paridade em 2003, a proporção de mulheres nos Conselhos de Administração passou de 3% em 2003 para 42% em 2012.
 

Esta sexta-feira vai ser votada na Assembleia da República a proposta de lei que estabelece o regime da representação equilibrada entre mulheres e homens nos órgãos de administração e de fiscalização das empresas do setor público empresarial e das empresas cotadas em bolsa.
Lembramos que esta proposta, muito embora seja um passo decisivo para o equilíbrio entre mulheres e homens em cargos de decisão, fica muito aquém da proposta de diretiva da Comissão Europeia de 2012, que fixa um mínimo de 40% para o sexo sub-representado entre os administradores não-executivos das empresas cotadas em bolsa.
Na verdade, não podemos falar em equilíbrio ou paridade entre mulheres e homens, quando nos referimos a uma quota de 20%, no caso das empresas cotadas em bolsa, ou 33,3% para as empresas do setor público empresarial.
Mesmo que as empresas cumpram a nova Lei da Paridade, vamos continuar a falar em desequilíbrios entre mulheres e homens nos Conselhos de Administração, seja em 2018 ou em 2020.
Efetivamente, apenas podemos falar em paridade e equilíbrio entre os sexos em cargos de decisão se estabeleceremos como patamar uma representação de, pelo menos, 40% para o sexo sub-representado.
Neste artigo iremos dar destaque à Noruega e à França, dois países que colocam em evidência como a adoção de legislação, com a aplicação de sanções, permitiu alcançar num curto espaço de tempo o objectivo dos 40% para o sexo sub-representado nos Conselhos de Administração das empresas.

Na Noruega, e com a adoção Lei da Paridade em 2003, a proporção de mulheres nos Conselhos de Administração passou de 3% em 2003 para 42% em 2012.

  Exemplos da Noruega e França na adoção da Lei da Paridade
Dois países que colocam em evidência como a adoção de legislação, com a aplicação de sanções, permitiu alcançar num curto espaço de tempo o objectivo dos 40% de mulheres nos Conselhos de Administração.
 .
O setor empresarial tende a não ver com bons olhos a adoção de leis que impõem quotas de género. Porém, e se o objetivo é trazer mais mulheres para cargos de decisão e para os conselhos de administração das empresas, elas funcionam mesmo.
Em 2003, a Noruega foi o primeiro país a demostrar como aplicação de legislação e respetivas sanções para as empresas permitiu alcançar num curto espaço de tempo o objetivo dos 40% para o sexo sub-representado nos Conselhos de Administração.
Acresce que as sanções previstas não precisaram sequer de ser aplicadas. Graças à implementação da Lei da Paridade, as mulheres nos Conselhos de Administração nas empresas passaram de 3% em 2003 para os 42% em 2012.
Assim, e no ano em que a Comissão Europeia redigia uma proposta de diretiva fixando um mínimo de 40%  para o sexo sub-representado das empresas cotadas em bolsa, a Noruega alcançava esse mesmo objetivo (42%).  
No mesmo sentido, e desde que em 2011 a França introduziu a Lei da Paridade, com sanções associadas, a representação de mulheres nos conselhos de admiração das empresas passou de 22% em 2012 para 36% em 2015, alcançando os 37,1% em abril de 2016.
Por sua vez, em Portugal o número de mulheres nos conselhos de administração das empresas em 2012 era de apenas 6%, um valor consideravelmente inferior em comparação com a média europeia (13,7%.)

Em 2014, a percentagem de mulheres em Conselhos de Administração das empresas do PSI 20 era de apenas 6,5%. Dados 2014 do Relatório da ACEGIS Equilíbrio de Género nos Conselhos de Administração: as Empresas do PSI 20″.
Portugal – Mulheres nos Conselhos de Administração
Em 2016, a percentagem de mulheres em Conselhos de Administração das empresas  era de apenas 14,2%.

.

Em 2014, a ACEGIS tinha alertado para a urgência de encarar com determinação estes indicadores, sublinhando a necessidade de promover e incentivar medidas mais eficazes que conduzam as empresas à adoção de políticas de igualdade de género, e no acesso às mulheres a cargos de administração e de fiscalização das empresas.
Em Março de 2014, publicámos o primeiro relatório que evidenciava estas mesmas preocupações e uma evidência: a sub-representação do sexo feminino em cargos de decisão e nos Conselhos de Administração.
Em 2014, a percentagem de mulheres em conselhos de administração das empresas do PSI 20 era de apenas 6,5%;
Em 277 membros de conselho de administração das empresas, apenas 18 eram mulheres;
Em 7 empresas do PSI 20 nenhuma mulher ocupava qualquer cargo nos respetivos conselhos de administração.
Entre as recomendações feitas, sublinhávamos a necessidade de Portugal adotar medidas assentes num quadro legal, destinadas a promover um melhor equilíbrio entre homens e mulheres em cargos de liderança a nível económico, nomeadamente, uma representação de, pelo menos, 40% do sexo sub-representado entre os administradores não executivos das empresas cotadas em bolsa.
Acresce que os últimos indicadores da Comissão Europeia, referentes as 2016 continuam a evidenciar esta realidade. 
Assim, e muito embora Portugal tenha registado uma evolução no número de mulheres nos Conselhos de Administração das empresas, a verdade é que fica muito longe da média dos países da União europeia (UE 28).
A proporção de mulheres nos Conselhos de Administração aumentou de 4% em 2003 para 13% em 2015, atingindo os 14,2% em abril de 2016. Uma proporção significativamente menor à média da UE-28, que é de 23,3%.
Verifica-se, portanto, que no sector empresarial português o desequilíbrio na representação de género em lugares de decisão económica, nomeadamente nos conselhos de administração, é dos mais profundos da Europa.
A participação equilibrada de homens e mulheres no poder e tomada de decisão, política e económica é reconhecida como um requisito da democracia igualitária e como um contributo para desenvolvimento sustentável.
Entendemos que a verdadeira mudança, passa pela alteração do paradigma e do modelo conceptual subjacente às políticas e à perspetiva de género.
As questões de género, não podem continuar a ser entendidas somente como questões sociais ou de direitos.
A verdadeira mudança passa por integrar a perspetiva de género enquanto estratégia e fator essencial para o desenvolvimento económico.

Promover a participação das mulher nos processos de tomada de decisão política e económica é promover o desenvolvimento económico. 
Nenhuma região, ou país pode alcançar o progresso e desenvolvimento económico enquanto deixar de fora uma parte significativa da sua população.
Nenhum país, ou região pode alcançar o progresso e desenvolvimento económico enquanto houver uma discrepância entre o elevado número de diplomados do sexo feminino e sua sub-representação nos processos de tomada de decisão.
Acresce que não existe equivalência no reconhecimento do mérito e das competências profissionais e académicas no acesso a cargos de decisão.
Se a abordagem fosse mesmo a questão do mérito e das competência profissionais e académicas, o sexo sub-representado nos conselhos de administração das empresas, seria mesmo o sexo masculino.
por Susana Pereira
Read More

Número de refugiados atinge recorde de 65,6 milhões, segundo a ONU

20 Junho, 2017
/ / /
Comments Closed
Artigo Associação ACEGIS

Número de refugiados atinge recorde de 65,6 milhões, segundo a ONU

Nunca houve tanta gente a cruzar fronteiras à procura de refúgio e proteção. O número de pessoas que foram forçadas a abandonar as suas casas devido à guerra, violência ou perseguição atingiu um valor recorde em 2016, com 65,6 milhões de deslocados internos e refugiados.
Em todo o mundo, 1 em cada 113 pessoas está deslocada, refugiada ou pediu asilo, uma população maior que o Reino Unido.

20 junho – Dia Mundial do Refugiado
Em 2016, 65,6 milhões de pessoas foram deslocadas à força, mais 300 mil do que em 2015.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima um recorde de 65,6 milhões de deslocados em todo o mundo em 2016, conforme o relatório Tendências Globais, divulgado nesta segunda-feira.
Este número significa que 300 mil pessoas a mais foram obrigadas a fugir de suas casas, quando o dado é comparado aos registros do final de 2015, e mais de seis milhões em relação ao ano de 2014.
Em todo o mundo, 1 em cada 113 pessoas está deslocada, refugiada ou pediu asilo, uma população maior que o Reino Unido, o 21º país mais populoso do mundo.
A Síria continua a ser o país com mais deslocados do mundo, com 12 milhões de pessoas (quase dois terços da população) que ou estão deslocadas dentro do país (6,3 milhões), ou foram forçadas a fugir e são hoje refugiados (5,5 milhões).

 

Nunca houve tanta gente a cruzar fronteiras à procura de refúgio e proteção.
O número de pessoas que foram forçadas a abandonar as suas casas devido à guerra, violência ou perseguição atingiu um valor recorde em 2016, com 65,6 milhões de deslocados internos e refugiados.
São 65,6 milhões de vidas, 65,6 milhões de histórias diferentes, um passado comum: milhões de pessoas obrigadas a deslocar-se, a atravessar fronteiras, a arriscar a sua própria vida para fugir da guerra e da pobreza.
A crise dos refugiados é uma questão social, económica e política que afeta toda a humanidade, e não são apenas números, são vidas humanas!
Não podemos esquecer que estamos a falar de seres humanos, pessoas cuja dignidade deve ser respeitada e protegida.
Os refugiados são o rosto da violação sistemática dos direitos humanos, e da dignidade do ser humano, que começa no seu país de origem, e que se estende muitas vezes nos países de acolhimento onde são construídos muros e erguidas fronteiras.
Milhões de pessoas que são forçadas a deixar o seu país, que arriscam as suas vidas, fugindo da guerra, da fome, da misérias e do terror. Muitos só conhecem uma condição: nascer e ser refugiado.

 


Refugiado é alguém que é obrigado a deslocar-se, a atravessar fronteiras, a arriscar a vida e, por fim, a pedir esmola pela sua própria cidadania.
A crise agrava-se. A resposta tarda. Constroem-se muros.
por Susana Pereira

 

 

 

Read More

A ACEGIS celebra hoje o seu 8º aniversário: 8 anos de Ativismo Social

8 Junho, 2017
/ / /
Comments Closed

 A ACEGIS celebra hoje o seu 8º aniversário: 8 anos de Ativismo Social!

8 de junho de 2017
A Associação ACEGIS completa hoje oito anos desde a sua fundação.  Em 2017, voltamos a reafirmar os princípios de há oito anos.
Nenhum país ou região pode alcançar o progresso e desenvolvimento económico enquanto deixar de fora uma parte significativa da sua população. Só as sociedades que têm acesso total a todo o potencial humano vão manter-se competitivas e prosperar.
Como humanidade temos a obrigação de garantir a universalidade da igualdade de direitos e da igualdade de oportunidades enquanto valores fundamentais.  

Só podemos falar em democracia, progresso e desenvolvimento social económico e humano se inscrevermos nas suas premissas os valores da cidadania, igualdade, solidariedade, participação e diversidade.
 Isto significa que para construir o progresso e o desenvolvimento sustentável no século XXI, é necessário colocar  a igualdade de direitos e da igualdade de oportunidades enquanto parte integrante do progresso e desenvolvimento económico.
A construção de uma sociedade onde a tolerância é respeitada, a união se faz pela diversidade e a paz é construída, só é possível se garantirmos a universalidade dos direitos humanos. 
Rejeitando o discurso do ódio, da xenofobia e do preconceito. Defendendo o direito universal de viver em igualdade e sem discriminação, respeitando a dignidade e os direitos humanos.
Nenhum país ou região pode alcançar o progresso e desenvolvimento económico enquanto deixar de fora uma parte significativa da sua população. Só as sociedades que têm acesso total a todo o potencial humano vão manter-se competitivas e prosperar.
Mas, ainda mais importante, a integração da perspectiva dos direitos humanos e da igualdade de oportunidades é estratégia inteligente para o progresso e desenvolvimento económico e humano. 
Como humanidade temos a obrigação de garantir a universalidade da igualdade de direitos e da igualdade de oportunidades enquanto valores fundamentais.

Em 2017, voltamos a reafirmar os princípios de há oito anos.
Lutamos pela construção de uma sociedade mais justa, paritária e inclusiva.
Construída por todos/as e para todos/as. Assente nas premissas e nos valores da cidadania, igualdade, solidariedade, participação e diversidade.
por Susana Pereira
Fundadora e Presidenta Executiva da Associação ACEGIS

 

Read More

#GirlsinIct: quebrar barreiras construir oportunidades

27 Abril, 2017
/ / /
Comments Closed

#GirlsinIct: quebrar barreiras construir oportunidades

O setor das tecnologias emprega cerca de 8 milhões de pessoas, representando 3,7% de todo o mercado de trabalho europeu. No entanto, apenas 16% são do sexo feminino.
A entrada de mais mulheres no sector digital significaria um aumento anual de 9 mil milhões de euros ao PIB da União Europeia.


27 de abril – Dia Internacional das Jovens Mulheres nas TIC |  International Girls in ICT Day
Promover as mulheres no setor tecnológico dará um impulso à economia e permitirá a plena participação na sociedade. Competências e educação para o mundo digital são os elementos-chave para que isso aconteça.
«Girls in ICT Day» é uma iniciativa da União Internacional de Telecomunicações (UIT), organismo das Nações Unidas responsável pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), que tem como missão incentivar a utilização das tecnologias, definir padrões globais e tratar questões relacionadas com o desenvolvimento tecnológico.
De acordo com União Internacional de Telecomunicações mais de 90% dos postos de trabalho no mundo já possuem um componente digital
Numa altura em que a economia digital e o setor das tecnologia estão em franca expansão o número reduzido de mulheres no setor tecnológico tem limitado a existência de profissionais qualificados nesta área, repercutindo-se no crescimento e desenvolvimento do próprio setor.

#GirlsinIct: quebrar barreiras construir oportunidades
Na União Europeia, apenas 16% dos 8 milhões de pessoas que trabalham na área das TIC são mulheres.
De acordo com o Eurostatcerca de 8 milhões de pessoas estavam empregadas na UE como especialistas em TIC em 2015,  representando 3,7% de todo o mercado de trabalho europeu.
As mulheres encontram-se particularmente sub-representada, os números mostram que apenas 1.2 milhões de pessoas que trabalham no setor das tecnologias são do sexo feminino, o  que corresponde a 16,1% do mercado laboral das TIC na UE.
Entre os piores resultados estão países como a Republica Checa (9,9%) a Eslováquia (11,4%)  e a Hungria (11,95), com menos de 12%. Entre os melhores aparecem a Bulgária (27,7%), a Roménia (27,2%) e a Letónia (24,7%).
Portugal está próximo da média europeia no número de mulheres especialistas nas áreas das tecnologias, com 15,3%.


A entrada de mais mulheres no sector digital significaria um aumento anual de 9 mil milhões de euros ao PIB da União Europeia.
O setor das teconologias seria amplamente beneficiado com a entrada de mais mulheres, impulsionado decisivamente o seu crescimento e criação de riqueza na Europa.
Esta é a principal conclusão do estudo Women active in the ICT da Comissão Europeia, estimando um aumento anual de 9 mil milhões de euros ao PIB da União Europeia com a entrada de mais mulheres no sector digital.
Assim, atrair mais raparigas para uma carreira digital e criar mais postos de trabalho seria não só benéfico para o setor das TIC, para as próprias mulheres e  sobretudo para o crescimento da economia europeia.

#GirlsinIct: indicadores educação
Em 2015, apenas 17% de todos os estudantes de TIC na União Europeia eram do sexo feminino.
Em 2015, cerca de 1,4 milhões de pessoas estudavam tecnologias de informação e comunicação (TIC) nos países da União Europeia.
As raparigas estão em larga minoria, apenas 17,2 % de todos os estudantes das TIC eram do sexo feminino.
No entanto, as variações são muitos significativas entre os países da UE , oscilando entre países com menos de 10%, Holanda (6%), Luxemburgo (8%) e Eslovénia (10%) aos mais de 30% alcançados pela Bulgária (34%), Bélgica (33%) e Grécia (31%).
 Portugal encontra-se abaixo da média europeia, com 14%.

As tradições culturais e estereótipos sobre o papel das mulheres e visão das TIC enquanto “domínio” do masculino é um dos principais entraves que impedem as mulheres de participar plenamente no setor.
Para contrariar a tendência atual, a ACEGIS associa-se à iniciativa da  ITU, e ao Dia internacional das Mulheres na Tecnologia, “Girls in ICT”, no sentido de promover a igualdade de género nas TIC e evidenciar as mais-valias da entrada de maios mulheres no setor digital e tecnológico.
As tecnologias são o futuro. Quebrar barreiras construir oportunidades. Mudar o futuro!

Women active in the ICT sector
Executive summary
Download 
Read More

ONU elege Arábia Saudita para Comissão dos Direitos das Mulheres

24 Abril, 2017
/ / /

ONU elege Arábia Saudita para Comissão dos Direitos das Mulheres

A Arábia Saudita é internacionalmente reconhecida como um dos Estados que impõe os maiores níveis de restrições aos direitos da mulher em todo mundo.
A pergunta que se impõe: Pode o regime mais misógino do mundo, onde impera a discriminação e sistemática violação dos direitos da mulher, se sentar na Comissão para os Direitos das Mulheres da ONU?

O Conselho Económico e Social da ONU (ECOSOC) elegeu 13 membros, incluindo a Arábia Saudita, para o mandato de quatro anos (2018-2022) na Comissão dos Direitos das Mulheres, principal organismo internacional de promoção da igualdade de género e dos direitos da mulher.
A Comissão dos Direitos das Mulheres, Commission on the Status of Women (CSW), conta com 45 países, nesta eleição participaram os 54 membros do Conselho Económico e Social, entre os quais Portugal.
A Arábia Saudita foi eleita, através de voto secreto, obtendo 47 votos dos 54 países que participaram nesta eleição. Pelo menos cinco países da União Europeia votaram a favor da eleição da Arábia Saudita para a Comissão dos Direitos das Mulheres da ONU.
O diretor executivo A Organização Não Governamental (ONG) ONU Watch, Hillel Neuer, criticou esta escolha considerando “um absurdo” o resultado da votação do “regime mais misógino do mundo”:
“A Arábia Saudita provavelmente tem os piores resultados em todo o mundo na área de liberdade religiosa e direitos das mulheres”.
“Eleger a Arábia Saudita para proteger os direitos das mulheres é como escolher um incendiário para chefe dos bombeiros”,  Hillel Neuer.

A Arábia Saudita é um dos países onde a liberdade das mulheres é mais limitada e que impõe mais restrições aos direitos da mulher em todo mundo.
Contudo, foi eleita para fazer parte da Comissão para os Direitos das Mulheres da ONU, obtendo 47 votos dos 54 países membros do Conselho Económico e Social.
Igualdade de Género: Arábia Saudita ocupa o 141º lugar entre 144 países
De acordo com o relatório ‘Global Gender Gap Report 2016’, publicado pelo Fórum Económico Mundial, a Arábia Saudita ocupava os últimos lugares do ranking global da igualdade de género, ficando em 141º lugar.
A Arábia Saudita é internacionalmente reconhecida como um dos Estados que impõe os maiores níveis de restrições aos direitos da mulher em todo mundo.
 As mulheres não podem conduzir, e precisam de ter permissão de um membro da família do sexo masculino, normalmente o pai, marido ou irmão – no caso de uma viúva do filho – para obter um passaporte, viajar, casar, estudar, trabalhar ou simplesmente ter acesso a cuidados de saúde.
Em 2015 a Arábia Saudita era o último país do mundo a negar às mulheres o direito ao voto.
Recordamos que só em dezembro de 2015 foi permitido às mulheres participar em atos eleitorais enquanto candidatas e votantes.  Nas primeiras eleições abertas ao voto feminino, quatro mulheres fizeram história e conseguiram ser eleitas para os conselhos municipais.
A eleição da Arábia Saudita para este organismo surge poucos meses depois de ter sido reeleita para Conselho dos Direitos Humanos (CDH) com 152 votos, em outubro de 2016, como membro do grupo Ásia-Pacífico.
Ae eleição teve lugar na Assembleia Geral das Nações Unidas a 28 de outubro de 2016, no qual foram eleitos 14 membros e cumprem um mandato de três anos com início em 2017.
A eleição da Arábia Saudita gerou fortes críticas, precisamente pelo seu desempenho na área dos direitos humanos e com base no elevado número de execuções e outras violações de direitos a nível interno e externo.
Como membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, a Arábia Saudita está vinculada a cumprir e fazer cumprir os mais elevados padrões de direitos humanos.

A pergunta que se impõe:

Pode o regime mais misógino do mundo, onde impera a discriminação e sistemática violação dos direitos da mulher, se sentar na Comissão para os Direitos das Mulheres da ONU?

 

Read More

Misoginia e sexismo no discurso político: Donald Trump, Janusz Korwin-Mikke e Rui Rio

7 Março, 2017
/ / /
Comments Closed

Misoginia e sexismo no discurso político: Donald Trump, Janusz Korwin-Mikke e Rui Rio A intolerância relativamente às mulheres e a misoginia manifestam-se na esfera pública, e estão cada vez mais presentes nos discursos políticos.   O crescimento de discursos políticos assumidamente misóginos e sexistas, através dos quais as disparidades e discriminações são perpetuadas, constituem um […]

Read More

Violência no Namoro: um forte precursor da violência doméstica

14 Fevereiro, 2017
/ / /
Comments Closed
Artigo @ACEGIS

Violência no Namoro: um forte  precursor da violência doméstica

Prevenir e sensibilizar, face à forte probabilidade de que as atuais vítimas de violência no namoro se tornarem, mais tarde, vítimas de violência doméstica.
Conheça os indicadores mais recentes sobre a violência no namoro, o “Violentómetro” e a Campanha contra a violência no namoro – Quem te ama, não te agride!


Violência no Namoro: um forte  precursor da violência doméstica. 
Prevenir e sensibilizar, face à forte probabilidade de que as atuais vítimas de violência no namoro se tornarem, mais tarde, vítimas de violência doméstica.
No Dia de São Valentim ou Dia dos Namorados, procuramos alertar e dar visibilidade à problemática da violência no namoro. Salientamos a importância da prevenção e sensibilização para a violência no namoro, atendendo às possíveis consequências, nomeadamente a prevalência da violência doméstica na vida adulta.

 .

  • Em 2015 foram registadas pelas Forças de Segurança 26.815 participações de violência doméstica, 9% correspondiam a relações de namoro.
De acordo com o último relatório anual de monitorização da “violência doméstica” da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), em 2015 foram registadas pelas Forças de Segurança 26815 participações de violência doméstica.
Em termos da relação vítima-denunciado, em 9% existia/existira uma relação de namoro. Acresce que, do total dos casos de violência doméstica, 5,3% das vítimas tinham menos de 18 anos.

  • Um em cada quatro jovens acha normal partilhar fotos íntimas ou insultar nas redes sociais

Em Portugal, não está tipificada a criminologia específica de violência no namoro, sendo que o mesmo é enquadrado no crime de violência doméstica previsto no artigo 152.º do Código Penal:
“ 1 – Quem, de modo reiterado ou não, infligir maus tratos físicos ou psíquicos, incluindo castigos corporais, privações da liberdade e ofensas sexuais:
a) Ao cônjuge ou ex-cônjuge;
b) A pessoa de outro ou do mesmo sexo com quem o agente mantenha ou tenha mantido uma relação de namoro ou uma relação análoga à dos cônjuges, ainda que sem coabitação (…) é punido com pena de prisão de um a cinco anos, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal”.
Assim, e apesar da violência no namoro ser um crime previsto e punido, é muito frequente entre os jovens, o não reconhecimento de formas de comportamento como abusivos.
De acordo com um estudo da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, divulgado esta terça-feira, um em cada quatro jovens considera normal partilhar fotografias íntimas ou insultar alguém através das redes sociais.
Dos/as cerca de 5.500 jovens inquiridos/as no estudo, 14% consideram legitima a violência psicológica, havendo 19% de jovens que já foi vítima deste último tipo de violência.

  • Violentómetro ajuda a identificar e a medir comportamentos de violência

Tendo em vista uma intervenção de prevenção dos comportamentos de violência comportamentos, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro desenvolveu o Violentometro. Uma ferramenta que visa alertar os estudantes universitários para a identificação, prevenção e denúncia de comportamentos violentos, ou potencialmente violentos no namoro ou no casamento.
O Violentómetro resulta de um processo de investigação cujo objetivo é identificar comportamentos violentos quotidianos, alertar sobre eles e evidenciar o risco a que se expõem mulheres e homens.
O Violentómetro descreve 30 comportamentos uns pouco e outros mais violentos que surgem muitas vezes no namoro ou no casamento. Começa nos menos graves (piadas agressivas, chantagens ou mentiras) e acaba na violação, agressões graves ou tentativa de homicídio.
Saiba mais aqui. 
.

Campanha contra a violência no namoro – Quem te ama, não te agride!
“Quem te ama, não te agride”

por Susana Pereira
Read More
  • Jogo Educativo – Cidadania 4Kids!

  • UMA FORMA DIVERTIDA DE APRENDER CIDADANIA!

    São jogos, quebra-cabeças, puzzles, sudokus e muito mais!

    100% Português. 100% Solidário.

    Ao COMPRAR está a APOIAR a Associação ACEGIS!

  • ECONOMIA SOCIAL EM DESTAQUE | ATUALIDADEInformação e atualidade no âmbito da Economia Social e Solidária

    Abertura de candidaturas | Medida de Qualificação das Pessoas com Deficiência e Incapacidade

    19 Outubro, 2017
    Saiba mais Abertura de candidaturas | Medida de Qualificação das Pessoas com Deficiência e Incapacidade Regiões do Algarve e de Lisboa e Vale do Tejo. Encontram-se abertas, de 16 de outubro a 14 de novembro de 2017, as candidaturas aos apoios no âmbito da Medida de Qualificação das Pessoas com Deficiência e Incapacidade, para as […]

    Conferência “Novas Perspetivas para a Inovação Social”

    12 Outubro, 2017
    Saiba mais Conferência “Novas Perspetivas para a Inovação Social” Novas Perspetivas para a Inovação Social Realiza-se em Lisboa, nos dias 27 e 28 de novembro, a conferência “Novas Perspetivas para a Inovação Social”. Inscrições abertas! Conferência “Novas Perspetivas para a Inovação Social” | 27 e 28 de novembro, em Lisboa Organização conjunta da Comissão Europeia, do
48 visitantes ligados agora
3 visitantes, 45 bots, 0 membros