Human Rights Watch critica “silêncio” de Guterres sobre direitos humanos

Falar, denunciar e agir pelos direitos humanos nunca foi fácil. Mas temos a responsabilidade de salvaguardar os valores da igualdade e da universalidades dos direitos humanos. É em nome desses valores que devemos permanecer sempre vigilantes e sem medo.

O diretor executivo da Human Rights Watch (HRW), Kenneth Roth, critica secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pelo seu silêncio sobre os direitos humanos, o que considerou "profundamente preocupante" nos tempos que correm.

Num artigo publicado no Washington Post, com o título “Why the U.N. chief’s silence on human rights is deeply troubling”, o diretor executivo da Human Rights Watch, Kenneth Roth, considera “preocupante” o “silêncio” de António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas, sobre os direitos humanos. E de ter ficado “firmemente do lado da diplomacia silenciosa”.

Talvez Guterres não quisesse dar a Trump uma desculpa para deixar de enviar cheques para as Nações Unidas. Mas a sua relutância em falar também caracterizou a sua abordagem a outros governos”, apontou, citando exemplos da Arábia Saudita, China ou Rússia.

Embora tenha reconhecido que, “em raras ocasiões”, o secretário-geral assumiu “uma posição de princípio sobre direitos” humanos, o certo é que “para a maioria dos assuntos” sobre este tema “o som dominante proveniente do 38.º andar da sede das Nações Unidas tem sido o silêncio”.

Kenneth Roth salientou que “todos os secretários-gerais das Nações Unidas têm lutado para falar, tentando equilibrar o seu papel de mediadores de disputas com a necessidade de representar os valores” do órgão que representam, mas ao fim de metade do seu mandato de cinco anos António Guterres prefere ficar em silêncio.”

Talvez Guterres não quisesse dar a Trump uma desculpa para deixar de enviar cheques para as Nações Unidas. Mas a sua relutância em falar também caracterizou a sua abordagem a outros governos”, apontou, citando exemplos da Arábia Saudita, China ou Rússia.

No caso da China, exemplificou com as preocupações manifestadas por vários governos sobre a detenção de cerca de um milhão de muçulmanos de origem turca, maioritariamente uigures, tendo em vista a doutrinação forçada.

Na altura, acusou Roth, Guterres “não disse uma única palavra” sobre o tema “em público”, embora tenha elogiado o desenvolvimento económico da China.

 

 

Falar nunca é fácil. Há sempre um preço político, até pessoal, a pagar, mas isso é o preço da liderança. Guterres deveria mostrar que ele pode preencher por completo as suas responsabilidades enquanto secretário-geral das Nações Unidas”, concluiu o diretor executivo da Human Rights Watch.

Em dezembro de 2016, dias antes de tomar posse como secretário-geral da ONU, António Guterres foi galardoado com o Prémio Direitos Humanos 2016, pela Assembleia da Republica, no valor de 25 mil euros.

Face à contestação e irregularidades detetadas na deliberação da atribuição do prémio, o valor pecuniário do prémio foi doado ao Conselho Português para os Refugiados.

A Cerimónia de Entrega do Prémio Direitos Humanos 2016 a António Guterres foi presidida pelo Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Primeiro-Ministro, António Costa.

 

Falar, denunciar e agir pelos direitos humanos nunca foi fácil. Mas temos a responsabilidade de salvaguardar os valores da igualdade e da universalidades dos direitos humanos. É em nome desses valores que devemos  permanecer sempre vigilantes e sem medo. 

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