Mulheres nas Ciências: Contributo para o crescimento inteligente

De acordo com o Eurostat, das cerca de 17,6 milhões de pessoas estavam empregadas na união europeia como cientistas e nas áreas das engenharias, mas apenas 7, 1 milhões são mulheres. Portugal tem a quarta 4.ª maior taxa de mulheres engenheiras e cientistas (51%).

11 de Fevereiro – Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência | Mulheres nas Ciências: Contributo para o crescimento inteligente

Estereótipos profundamente enraizados são um dos principais obstáculos para a carreira das mulheres na área das ciências, na investigação e tecnologias. Se não quebrarmos este estereótipos, a Europa continuará a desperdiçar talentos e todo um potencial humanos.

A ciência e a igualdade de género são dois fatores vitais para levar a cabo com sucesso a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Ao longo dos últimos 15 anos, a comunidade global fez muitos esforços para inspirar e envolver as mulheres e raparigas na ciência, mas, infelizmente, muitas continuam a ser excluídas desta área.

 

Não obstante os progressos, as desigualdades de género no domínio da ciência tendem a persistir. Em 2017, muito embora 48% dos doutorados da UE fossem mulheres, apenas 34% dos investigadores eram mulheres.

 


Na União Europeia mais de 17 milhões de pessoas trabalham nas áreas da ciências e engenharia. No entanto, apenas 7 milhões são mulheres. 

 

De acordo com o Eurostat, das cerca de 17,6 milhões de pessoas estavam empregadas na união europeia como cientistas e nas áreas das engenharias, mas apenas 7, 1 milhões  (41%) são mulheres. Portugal tem a quarta 4.ª maior taxa de mulheres engenheiras e cientistas

Mais de metade de engenheiros/as e cientistas em Portugal são mulheres (51%), a quarta maior taxa entre os Estados-membros e dez pontos acima da média da União Europeia (UE 41%).


  • A carreira académica das mulheres permanece marcadamente caracterizada por uma forte segregação vertical

Decorrente do forte investimento em capital escolar, a proporção de mulheres nas ciências e na Europa está aumentar. No entanto a a sub-representação das mulheres nas disciplinas e carreiras científicas ainda persiste.

Os dados mais recentes da Comissão Europeia indicam que as mulheres representam 48% dos doutorados da UE (UE-28), mas constituem apenas 34% dos investigadores e 24% dos investigadores de nível superior (grau A).

 

  • Os «Teto de vidro» e Disparidades Salariais

 

A presença muito reduzida de mulheres nos cargos académicos e de tomada de decisão mais elevados em instituições científicas e universidades, baseados em preconceitos, que limitam a ascensão das mulheres a cargos de topo nas suas carreiras.

A proporção muito reduzida de mulheres ocupa cargos académicos de maior destaque, também designado “teto de vidro” continua a bloquear o acesso a posições de topo, nomeadamente na liderança de instituições de ensino superior (22%).

Esta segregação de género em hierarquias universitárias e escolares reflete-se  na discrepância salarial não ajustada entre homens e mulheres. A diferença salarial entre homens e mulheres nas ciências e investigação é de 17%.

 

  • Obstáculos ao desenvolvimento profissional das mulheres: a distinção entre profissões «masculinas e femininas»

Estereótipos profundamente enraizados são um dos principais obstáculos para a carreira das mulheres na área das ciências, na investigação e tecnologias. Tradicionalmente, as sociedades percecionam algumas profissões como sendo tipicamente masculinas e outras femininas, condicionando as escolhas e percursos académicos e profissionais de rapazes e raparigas.

Estes estereótipos conduzem a uma fraca representatividade das mulheres no domínio da ciência e da engenharia.

 

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Susana Pereira

As mulheres nas ciências e na investigação são um ativo para o crescimento inteligente imprescindível  ao desenvolvimento humano e enfrentar as alterações da sociedade no seu conjunto.

É necessário fortalecer as iniciativas e os programas destinados a incentivar as mulheres a prosseguirem as suas carreiras científicas e académicas, nomeadamente através de programas de orientação e de redes de contacto e do apoio a cientistas do sexo feminino.

Ao limitar a presença das mulheres nas ciências e nos domínios da investigação, estamos a rejeitar e a desvalorizar um potencial humano altamente qualificado. Se não quebrarmos estes estereótipos, a Europa continuará a desperdiçar talentos e todo um potencial humano. 

 

por, Susana Pereira

Fundadora da Associação ACEGIS

 

Mulheres nas Ciências | Recursos e Informação

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