Martin Luther King e a luta pela igualdade. Faria 90 anos esta terça-feira

O seu legado prevalece até aos dias de hoje e muitas das mensagens continuam atuais. A luta pelo direito de voto, o combate ao racismo e às desigualdades, despertou a consciência do país e do mundo na construção de uma sociedade mais justa e pacífica.

Ativista pelos direitos civis dos negros e pelos Direitos Humanos. Figura incontornável da história do séc. XX, Martin Luther King faria 90 anos esta terça-feira.

Martin Luther King nunca desistiu do sonho de ver “filhos de ex-escravos e filhos de ex-proprietários de escravos sentados à mesa da fraternidade”. Hoje comemoramos a sua vida e legado.

 

Martin Luther King (1929-1968) foi um ativista norte-americano, lutou contra a discriminação racial e tornou-se um dos mais importantes líderes dos movimentos pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos.

Recebeu o Prémio Nobel da Paz de 1964.

 

«Eu tenho um sonho. O sonho de ver os meus filhos a serem julgados pela sua personalidade e não pela cor da sua pele

Nascido no dia 15 de janeiro de 1929, em Atlanta, na Georgia, King Jr. ficou conhecido pela sua liderança na resistência não violenta e por lutar contra o preconceito racial nos Estados Unidos.

Tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. O seu legado prevalece até aos dias de hoje e muitas das mensagens continuam atuais. A luta pelo direito de voto, o combate ao racismo e às desigualdades, despertou a consciência do país e do mundo na  construção de uma sociedade mais justa e pacífica. 

Nunca desistiu do sonho de ver “filhos de ex-escravos e filhos de ex-proprietários de escravos sentados à mesa da fraternidade”. 

A defesa da paz no mundo era a sua grande causa. Em 1964, com apenas 35 anos, torna-se na pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz. Destacando-se pela sua capacidade de liderança pela não violência e pelo fim do preconceito racial nos Estados Unidos.

"I have a dream", o discurso mais famoso de Martin Luther King

 

Foi a 28 de agosto de 1963 em Washington, Martin Luther King proferiu um dos mais belos discursos de todos os tempos na história da humanidade.

Foi em Washington, e no mesmo local onde se encontra a estátua do Presidente  Abraham Lincoln, responsável pela aprovação da 13ª Emenda à Constituição americana, que tornou ilegal a escravidão nos Estados Unidos. 

 

 

Duzentas e cinquenta mil pessoas assistiram ao vivo, diante do Lincoln Memorial. Milhões viram-no na televisão ou ouviram-no na rádio.

As três televisões que existiam na altura cobriram o discurso ao vivo. Ao longo dos 55 minutos, Martin Luther King repete a frase “I Have a Dream” oito vezes.

Um ano depois deste discurso, em 1964, Martin Luther King ganhou o Prémio Nobel da Paz, sendo na altura a pessoa mais jovem a receber este galardão, com 35 anos de idade. Em 1968, o Dr. Martin Luther King foi assassinado enquanto estava na varanda do hotel onde estava hospedado.

Martin Luther King defendia que todos nasciam iguais e acreditava numa nação que não julgasse os homens pela cor de sua pele mas sim pelo seu carácter.

 

«As pessoas oprimidas não podem permanecer oprimidas para sempre.»

Em 1986 foi estabelecido um feriado nacional nos Estados Unidos para homenagear Martin Luther King, o chamado Dia de Martin Luther King - sempre na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário de King. Em 1993, pela primeira vez, o feriado foi cumprido em todos os estados do país.

 

O tema do racismo continua a ser muito atual, mesmo passados noventa anos do nascimento de Martin Luther King.

A incitação ao ódio e à violência afeta toda a sociedade e motiva o aumento da discriminação e do preconceito sobre os grupos minoritários e mais vulneráveis, em particular as minorias étnicas, comunidades de imigrante e mais recentemente os refugiados.

 

 

 

Apesar das muitas conquistas, o sonho de Martin Luther King continua por cumprir. As imagens de agosto de 2017, em Charlotesville, mostram o novo rosto do racismo, numa demonstração de ódio, intolerância e violência, gritam-se palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.

Tochas acesas, bandeiras nazis, discursos de incitação ao ódio, à  intolerância e à supremacia racial branca, não são imagens e discursos do passado. São imagens e discursos do presente.

Lembrar o passado significa aprender com os erros. Significa que podemos reescrever a história de todos aqueles e aquelas que precisam de nós, hoje e agora. Rejeitando o discurso do ódio, da xenofobia e do preconceito. Defendendo o direito universal, de viver em igualdade, sem discriminação, respeitando a dignidade e os direitos humanos.

 

por, Susana Pereira

Fundadora da Associação ACEGIS

 

 

 

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