A fome está em ascensão: 821 milhões de pessoas passam fome no mundo

A fome está em ascensão: 821 milhões de pessoas passam fome no mundo

De acordo com último relatório da FAO sobre o Estado de Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo de 2018, o número de pessoas com fome no mundo está a aumentar, chegando a 821 milhões em 2017, ou seja, uma em cada nove pessoas.

Artigo da Associação ACEGIS no Dia Mundial da Alimentação, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura (FAO) desde 1979. O objetivo é alertar para a problemática da fome, pobreza e desnutrição no mundo.

O número de pessoas com fome está em ascensão. 821 milhões de pessoas não recebem comida suficiente para comer.

 

O número é apontado pela FAO no relatório sobre o estado da segurança alimentar e nutrição de 2018.

 

Pelo terceiro ano consecutivo, houve um aumento da fome no mundo. O número absoluto de pessoas subnutridas, ou seja, aquelas que enfrentam privação crónica de alimentos, aumentou para quase 821 milhões em 2017.

Um aumento em relação ao ano anterior de cerca de 17 milhões de pessoas, (804 milhões), o que significa um retrocesso aos níveis do ano de 2010.

 

 

Apesar de a erradicação da fome ser um dos objetivos para o desenvolvimento a atingir até 2030, 821 milhões de pessoas e mais de 150 milhões de crianças sofrem de atrofia, colocam em risco a meta de erradicação da fome.

Em termos globais, uma em cada nove pessoas passa fome: 515 milhões na Ásia, 256,5 milhões em África e 39 milhões na América Latina e Caraíbas.

 

A África foi a região onde a fome assolou em maior proporção. Quase 21% de sua população estava subalimentada no ano passado: 256 milhões de pessoas, das quais 236 milhões eram da região subsaariana.

 

Instabilidade persistente em regiões em conflito, eventos climáticos adversos em muitas regiões do mundo e desacelerações económicas que afetaram mais regiões pacíficas e piorou a segurança alimentar, explicam o aumento da fome no mundo.

"Os sinais alarmantes de aumento da insegurança alimentar e altos níveis de diferentes formas de desnutrição são um aviso claro de que há um trabalho considerável a ser feito para garantir que não" deixemos ninguém para trás "no caminho para alcançar as metas dos ODS sobre segurança alimentar e melhor nutrição", adverte o prefácio do relatório.

O acesso a alimentos foi consagrado na Declaração Universal dos Direitos do Humanos.

A erradicação da pobreza extrema e da fome é o primeiro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), porém, o número de pessoas afetadas pela fome no mundo atingiu o valor crítico de 821 milhões, o que significa que uma em cada nove pessoas no mundo vive com fome.

 

Em risco estão milhões de crianças que sofrem de desnutrição, milhões de pessoas afetadas pelos conflitos na Síria, na República Centro-Africana, no Sudão do Sul, no Mali e na Somália. Enquanto houver fome no mundo não podemos baixar os braços.

Enquanto houver crianças que não são alimentadas corretamente, colocamos em risco toda uma geração. A subnutrição é a causa subjacente de metade da mortalidade infantil em crianças com menos de 5 anos e, todos os anos, retarda o desenvolvimento de milhões de outras crianças.

Investir numa sociedade mais justa e inclusiva é uma questão de garantir que os direitos fundamentais das pessoas serão universalmente respeitados e em que o desenvolvimento será sustentável. Ninguém pode ser deixado/a de parte.

 

por Susana Pereira

Fundadora da Associação ACEGIS

 

Relatório da FAO sobre o Estado de Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo de 2018.

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