Aylan Kurdi: três anos depois milhares de pessoas continuam a morrer no mesmo mar

Só este ano, mais de 69 mil pessoas fizeram a travessia do mar Mediterrâneo. Estima-se que, em 2018, mais de 1.500 pessoas perderam a vida ao tentar chegar à Europa através do Mediterrâneo, 25,8% são crianças

Passaram três anos desde que Aylan Kurdi, um menino sírio de três anos, foi encontrado afogado numa praia turca. A imagem foi partilhada até à exaustão. Apesar das palavras, da indignação, do choque e das promessas, milhares de pessoas e crianças continuam a morrer no mesmo mar.

De acordo com a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR, na sigla inglesa), só este ano, mais de 69 mil pessoas fizeram a travessia do mar Mediterrâneo.

Nos primeiros sete meses do ano morrem mais migrantes do que no mesmos período em 2017. Estima-se que, em 2018, mais de 1.500 pessoas perderam a a vida ao tentar chegar à Europa através do Mediterrâneo, 25,8% são crianças.

 

Aylan Kurdi: três anos depois, nada mudou. Milhares de pessoas e criança continuam a morrer no mesmo mar.

 

A crise migratória e dos refugiados não se trata de uma emergência temporária, mas sim um fenómeno estrutural e complexo que exige a cooperação e solidariedade de todos os povos.

Vidas humanas, histórias diferentes, um passado em comum: milhares de pessoas obrigadas a deslocar-se, a atravessar fronteiras, a arriscar a sua própria vida para fugir da guerra e da pobreza.

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Susana Pereira

Os refugiados são o rosto da violação sistemática dos direitos humanos, e da dignidade do ser humano, que começa no seu país de origem, e que se estende muitas vezes nos países de acolhimento onde são construídos muros e erguidas fronteiras.

 

Milhões de pessoas que são forçadas a deixar o seu país, a arriscar a vida, fugindo da guerra, da fome, da misérias e do terror.

Três anos depois da morte de Aylan Kurdi continuamos a ignorar os factos.

 

As mortes no mar Mediterrâneo continuam mas a maioria parece já ter esquecido a fotografia de Aylan Kurdi que tanta indignação provocou.

Susana Pereira
Fundadora da Associação ACEGIS
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