Aumentou o número de queixas de racismo e xenofobia em Portugal

Até ao final de Junho de 2018, foram apresentadas mais de 207 queixas de racismo e xenofobia em Portugal.

A nova lei de combate à discriminação entrou em vigor em 2017. Desde então, as queixas de racismo e xenofobia aumentaram, atingindo o maior número de sempre em Portugal.

De acordo com dados divulgados esta quinta-feira pelo jornal Público, a Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial (CICDR) recebeu 207 denúncias.

Um número superior ao total de queixas de 2017 (179), e uma subida de 57% em relação a 2016, ano em que foram recebidas 119 queixas.

A maioria das situações de discriminação reportadas no relatório ocorreu no comércio (20%), na Internet ou nas redes sociais (12%), no trabalho (11%), em serviços públicos e nos media (7% cada), na vida social privada (6%), no contacto com forças de segurança (5%), ou nos transportes públicos e juntas de freguesia ou autarquias (4% em cada).

 

“A discriminação exclui e alimenta-se dos discursos de ódio e da intolerância”

Devemos por isso, permanecer vigilantes face aos discursos de ódio, da discriminação, da xenofobia e todas as outras formas de discriminação baseadas na intolerância.

Defendendo o direito universal, de viver em igualdade, sem discriminação, respeitando a dignidade e os direitos humanos. E de construir uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva.

A discriminação, a intolerância e os discursos de ódios são uma ameaça fundamental para as nossas sociedade, baseada na universalidade dos direitos humanos, na democracia e na não-discriminação. É em nome desses valores que devemos permanecer vigilantes.

É em nome desses valores que devemos atuar e abrir caminhos à inclusão e promover a resiliência contra todas as formas de discriminação, proporcionado a todos o sentimento comum de que os direitos humanos são universais e se aplicam a todas as pessoas.

 
A discriminação exclui e alimenta-se dos discursos de ódio e da intolerância. Incumbe-nos a responsabilidade de travar as divisões da sociedade, de abrir caminhos à inclusão e de garantir a universalidade dos direitos humanos. Todas as pessoas têm o direito de viver sem discriminação.
Susana Pereira, Fundadora da Associação ACEGIS
 

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