Charlottesville: Não ao Discurso de Ódio

Charlottesville: Não ao Discurso de Ódio

EUA, agosto de 2017, mais de 6.000 pessoas desfilam naquela que foi a maior marcha de extrema-direita das últimas décadas.
O discurso dominante é o do ódio, da intolerância e da violência.
Tochas acesas, bandeiras nazis, discursos de incitação ao ódio, à intolerância e à supremacia racial branca, não são imagens e discursos do passado. São imagens e discursos do presente.

 


O discurso e crimes de ódio são mais do que um crime individual, são agressões colectivas e contra os direitos humanos.
A incitação ao ódio e à violência afeta toda a sociedade e motiva o aumento da discriminação e do preconceito sobre os grupos minoritários e mais vulneráveis, em particular as minorias étnicas, comunidades de imigrante e mais recentemente os refugiados.


Charlottesville: Uma marcha de ódio.
Charlottesville uma pequena cidade universitária norte-americana do estado da Virgínia foi palco de uma marcha de ódio. 
Mais de 6.000 pessoas desfilam naquela que foi a maior marcha de extrema-direita das últimas décadas. O discurso dominante é o do ódio, da intolerância e da violência.
Centenas de pessoas carregam tochas, bandeiras nazis, roupões brancos do Ku Klux Klan, defendem a supremacia branca. 
Numa demonstração de ódio, intolerância e violência, gritam-se palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.


Tochas acesas, bandeiras nazis, discursos de incitação ao ódio, à  intolerância e à supremacia racial branca, não são imagens e discursos do passado. São imagens e discursos do presente.
Lembrar o passado significa aprender com os erros. Significa que podemos reescrever a história de todos aqueles e aquelas que precisam de nós, hoje e agora.
Rejeitando o discurso do ódio, da xenofobia e do preconceito. Defendendo o direito universal, de viver em igualdade, sem discriminação, respeitando a dignidade e os direitos humanos.

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A construção de uma sociedade onde a tolerância é respeitada, a união se faz pela diversidade e a paz é construída, só é possível se garantirmos a universalidade dos direitos humanos.

Charlottesville: Não ao Discurso de Ódio #nohatespeech

por Susana Pereira
Fundadora da Associação ACEGIS