27 de janeiro | Dia Internacional em Memória das Vítimas do ‪Holocausto

Ao relembrar as vítimas e sobreviventes, renovamos a esperança e a determinação em prevenir as atrocidades cometidas no passado recente. Não conseguimos prever o futuro, mas temos o dever de lembrar o passado, como um alerta para os perigos que a Europa enfrenta hoje

Artigo Opinião – ACEGIS

Vitimas Holocausto27 de janeiro | Dia Internacional em Memória das Vítimas do ‪Holocausto

A Europa do arame farpado, dos muros, das vedações, das fronteiras fechadas, dos comboios e carruagens lotadas, das pessoas e famílias de malas revistadas e bens confiscados, não é uma imagem do passado. É a Europa do presente.

Ao relembrar as vítimas e sobreviventes, renovamos a esperança e a determinação em prevenir as atrocidades cometidas no passado recente. Não conseguimos prever o futuro, mas temos o dever de lembrar o passado, como um alerta para os perigos que a Europa enfrenta hoje.

Lembrar o passado significa aprender com os erros. Significa que podemos reescrever a história de todos aqueles e aquelas que precisam de nós, hoje e agora. Rejeitando o discurso do ódio, da xenofobia e do preconceito. Defendendo o direito universal, de viver em igualdade, sem discriminação, respeitando a dignidade e os direitos humanos.

A Europa do século XXI tem o dever de lembrar e defender os princípios firmados nos Pós-Guerra. Lembrar que o lema da União Europeia – «Unida na Diversidade» –   é hoje posto à prova.

A Europa do arame farpado, dos muros, das vedações, das fronteiras fechadas, dos comboios e carruagens lotadas, das pessoas e famílias de malas revistadas e bens confiscados, não é uma imagem do passado. É a Europa do presente.

Será a Europa capaz de  responder a este desafio, e defender os valores da tolerância, da diversidade, da igualdade e dos direitos humanos? 

Esta é a questão central que a Europa deverá assumir, consciente que os valores da tolerância, da diversidade, da igualdade – os ‘nossos’ valores e os ‘nossos’ direitos  –  os direitos humanos não exclusivos das pessoas, ou Estados. Os Direitos Humanos são universais. Não têm nacionalidade, cor, religião, etnia, género e ou idade. 

A construção de uma sociedade onde a tolerância é respeitada, a união se faz pela diversidade e a paz é construída, só é possível se garantirmos a universalidade dos direitos humanos.

 por, Susana Pereira,

Fundadora da ACEGIS

 

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