Redes Sociais, Networking : uma plataforma de oportunidades de carreira e emprego

CIMG1732O networking, “rede de contactos”, é numa sociedade cada vez mais global e tecnológica, uma ferramenta determinante na gestão de oportunidades de carreira e emprego.

Como tal, entendemos que as redes sociais deve ser entendidas ´como uma plataforma interativa de oportunidade de emprego e um instrumento facilitador no processo de recrutamento:  (i) abrindo portas aos candidatos (as) a oportunidades de trabalho e emprego, permitindo-lhes  promover o seu perfil profissional, e criar a sua “marca pessoal” diferenciadora”; (ii) permitindo às empresas divulgarem a sua atividade e necessidades de recrutamento e respetivas ofertas de emprego.

Uma das redes sociais mais utilizadas para promover o perfil profissional é o LinkedIn , que funciona como uma ferramenta de excelência e complementar ao Curriculum Vitae (CV), permitindo inclusivamente encontrar ofertas de emprego adequadas a cada pessoa, em função das competências e perfil profissional definidas no LinkedIn.

ACEGIS entende que as redes sociais, o networking, é uma plataforma de oportunidades de carreira e emprego,  “amigas dos (as) desempregados (as)”,  devendo ser entendidas como promotoras, facilitadoras,  proativas  e eficazes na  procura de emprego e na inserção na vida ativa,  contrariando as recentes declarações da Presidente do Banco Alimentar, Isabel Jonet, relativamente às redes socais, definindo-as como  “o pior inimigo dos desempregados”

Promover a empregabilidade, o acesso ao trabalho e emprego requer a implementação de programas, politicas e medidas ativas de emprego, que não se traduzem pela via sugerida por Isabel Jonet, “ ações de voluntariado”.

Efetivamente, existe uma instrumentalização e uma subversão do trabalho voluntário, correndo o risco de esbater fronteiras entre a esfera do trabalho e do emprego, e a esfera social e do voluntariado, sendo que muitas das “ações de voluntariado” traduzem-se em formas de precariedade laboral, e não resultante de programas ou projetos objetivos de voluntariado.

A nossa visão, é justamente a oposta, defendemos que organizações do terceiro sector e de economia social, deveriam ter um papel mais ativo na promoção da empregabilidade e na vida ativa das pessoas em situação de pobreza, vulnerabilidade e exclusão social.

Defendemos a promoção de programas e projetos concretos, objetivos que respondam aos desafios da empregabilidade. Medidas como a institucionalização da dependência ou a caridade como uma forma de vida, deviam ser encaradas como uma solução de emergência e extraordinárias, não a única solução, e muito menos a resposta.

Susana Pereira
A Presidente Executiva da ACEGIS